Ontem (20/01) as ações do Google caíram 8,47%, a maior queda desde a estréia nas ações na Nasdaq. O Jornal da Globo citou a pressão do governo americano para o Google liberar informações sobre o histórico de buscas como responsável pela queda.O governo americano pediu a um juiz que obrigue a empresa Google, a gigante que ajuda a fazer buscas na internet, a entregar milhões de dados sobre pesquisas que seus clientes fazem na rede mundial de computadores.
A empresa se recusa a entregar os dados, dizendo que é caro, desnecessário e contra os direitos civis.
Os três principais concorrentes do Google concordaram em colaborar com o governo americano, que justifica o pedido dos dados dizendo que é para combater sites dedicados à pornografia envolvendo menores.
Mas o Google suspeita de outra coisa: da quebra da privacidade de seus clientes, e também da quebra de seus segredos comerciais.
O que está pesando mais na decisão do Google de resistir ao governo americano? É a percepção, pelo Google, de que muita gente que usa seus serviços vai ficar desconfiada que os dados das pesquisas, ou até da identidade dos clientes, possa acabar nas mãos do governo americano, que tem avançado muito sobre os direitos civis desde os atentados de 11 de setembro.
Alguns especialistas dizem que o governo americano poderia coibir a enorme expansão da pornografia com crianças na internet simplesmente com softwares que filtram e bloqueiam determinados conteúdos, e não precisaria dos dados do Google.
O pedido se refere a uma semana de buscas no site, um número na escala das dezenas de milhões. E a uma lista com um milhão de endereços eletrônicos, tomados ao acaso. Todos esses dados serviriam de munição aos advogados do governo, na suprema corte. O objetivo da Casa Branca é remover barreiras a uma lei de proteção à infância, legislação que, entre outras medidas, proíbe a exibição de pornografia a menores.
Essa argumentação não convenceu os responsáveis pelo Google, para quem o alcance do pedido excede o limite do razoável. Apesar da possibilidade de serem forçados pela justiça a obedecer, eles prometem resistir. Em jogo, de acordo com a empresa, está a confiança dos usuários.
A posição do Google agradou os defensores dos direitos civis, mas não repercutiu bem no mercado. As ações do grupo despencaram 8,5%, a maior queda em um só dia na história da empresa.
As ações abriram o dia valendo US$ 438,70, durante o dia oscilaram entre US$ 440,03 e US$ 394,74 e fecharam o dia cotadas a US$ 399,46. A Nasdaq fechou com queda de 2,30%.
Essa notícia tem todos os elementos para iniciar mais uma teoria conspiratória: o governo americano tentando provar a eficácia de uma lei na corte federal do estado da Pensilvânia, e para isso força empresas a revelarem dados.
Agora, tentar provar que uma lei de proteção é melhor que um software que filtra conteúdo… Tinha que ser Estados Unidos.
Colaboração: Arthur Jacob
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A Microsoft e a Yahoo! cederam as informações para o governo, mostrando que qualquer informação que a Casa Branca pedir, eles irão ceder.
A Google esta mostrando que o internauta pode confiar nela, que nem o governo dos EUA conseguem informações tão facilmente. Afinal, se o governo dos EUA souberem o que nós queremos, estamos perdidos.
Com certeza você não vai perder dinheiro
Mas realmente é um absurdo!O atual governo americano já passou dos limites!
PS: Como eu faço para comprrar ações do Google aqui no Brasil?
Mas deles me interessei..
Se alguém descobrir como por favor avise.
Só encontrei um caminho a seguir:
Central de Ajuda > Sobre o Google > Informações corporativas
Mas não quero negociar em inglês.