“Queremos lançar o Google Books em breve no Brasil”, afirmou Marinucci, antes da reunião. Ele acrescentou que a empresa prefere anunciar o serviço em grandes eventos do setor. A Bienal do Livro de São Paulo será realizada de 9 a 19 de março.
Fora do Brasil, o projeto recebeu críticas duras. “Houve um certo problema de comunicação”, disse o executivo. “Queremos evitar que aconteça aqui.” A Associação Americana de Editoras Universitárias, que reúne 125 integrantes, chegou a enviar uma carta ao Google expressando preocupações com a possibilidade de desrespeito a direitos autorais.
O Google Books busca contratos com as editoras para ter em seu banco de dados versões digitais dos livros, que poderão ser buscadas pela internet. “Só mostramos cinco páginas por busca: a mais relevante, as duas anteriores e as duas posteriores”, explicou Marinucci. “A qualidade é bem baixa. Não se trata de uma ferramenta para ler várias páginas. Elas não podem ser impressas, copiadas ou gravadas.”
O executivo afirmou que o serviço deve ajudar a vender livros. Nos Estados Unidos, ele foi combinado com outros, como o Maps e o Local, para mostrar as livrarias mais próximas do internauta, e o Froogle, de comparação de preços de varejistas da internet, para incentivar a compra online do livro. Além disso, o Google mostra anúncios de texto no pé da página do livro digital, caso seja do interesse do editor, que recebe metade da receita gerada pelos cliques. Não há custo para o editor.
Essa é a parte do projeto para livros sob direito autoral. O Google Books mostra o texto integral dos livros em domínio público. Ele fechou acordo com grandes bibliotecas do mundo para ter acesso a esse tipo de texto. Para os livros fora de catálogo, mas que ainda não caíram em domínio público, o Google mostra as bibliotecas em que podem ser encontrados. “Mais de 80% da informação do mundo está offline”, afirmou Marinucci. A missão corporativa do Google é “organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil”.
O vice-presidente da CBL, Bernardo Gurbanov, afirmou, após a reunião, que as primeiras impressões foram positivas. “O Departamento Jurídico da CBL está estudando o contrato e, semana que vem, poderá oferecer um parecer aos associados”, afirmou Gurbanov, que é dono da Letraviva, que vende e edita livros em espanhol. Ele disse que, após o sinal verde do Jurídico, planeja colocar no Google os livros que edita.
Colaboração: Paulo Scorpii
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