Desde que a Google resolveu tomar fôlego e explorar outras áreas além de seu poderoso buscador, a gigante das buscas tem sempre dado suporte ao navegador de código aberto Firefox.
A Google foi uma das primeiras empresas de buscas a disponibilizar uma Toolbar exclusiva ao “navegador da raposa”. Além disso, todos seus serviços, desde o começo, sempre funcionaram perfeitamente no Firefox. A própria página de buscas, google.com, utiliza de um recurso exclusivo do Firefox, o prefetch, para tornar o resultado das buscas mais rápido no navegador.
Já não bastasse tantas provas de um relacionamento forte entre os dois, a “união formal” veio em meados de 2005, quando a Google lançou uma campanha revolucionária: pagaria 1 dólar para cada usuário que convencesse outro a instalar o Firefox no computador. O esquema funciona sob o guarda-chuva do Google Adsense, permitindo que usuários exibissem banners em seus sites promovendo o navegador. Juntamente com ele, era instalado também a Google Toolbar for Firefox.
Na mesma época, a Google ainda contratava diversos programadores, e os pagaria “de seu próprio bolso”, para que trabalhassem exclusivamente para o Firefox. O principal objetivo desses programadores seria melhorar o já consagrado sistema de abas do navegador.
“OK, você me convenceu, mas porque cargas d’água a Google se importa tanto em promover o Firefox?”
Aqui começam as teorias. Uma teoria simplista diria que a Google quer ver seus produtos funcionando melhor e mais rápido, e por isso apóia o navegador. Outra diria que, por a Google não conter produtos open-source (código aberto), estaria desagradando a diversos adeptos deste modelo de software. E para compensar isso, e não precisar abrir seus fontes, simplesmente está tentando passar uma boa imagem apoiando o Firefox, que atualmente é o software open-source que mais se destaca no mundo Windows.
Mas eu tenho uma outra teoria. Lembram o que a Microsoft conseguiu fazer com o imponente Netscape? Ou com o popularíssimo ICQ? E o famoso Real Player, cadê? Estes softwares que citei, são apenas três exemplos do que a Microsoft consegue fazer com seus concorrentes.
“Existe um navegador que tem 90% do mercado? Vamos lançar um com o próximo Windows, e lei do menor esforço faz o resto. O mercado é nosso”. Sim, é muito cômodo para o usuário que seu SO venha com um navegador. Não vou discutir ética nem legislação para saber quem está certo, quem está errado. Apenas estou mostrando que a Microsoft tem a força, e pode usar seu sistema operacional para promover praticamente o que quiser. Inclusive um concorrente da Google.
Recentemente, a Microsoft tem apostado todas suas fichas em uma plataforma web nomeada “Live“. Ela será a concorrente direta dos serviços da Google e Yahoo. Não vou entrar em detalhes dessa nova plataforma agora, quem quiser saber um pouco mais pode procurar no Google por “Windows Live Messenger”, “Live Mail”, “Office Live”, ou acesse o Windows Live Local para ter uma idéia do que a Microsoft está aprontando.
Bill Gates declarou abertamente guerra à Google. Alguém duvida que o Windows Vista não dará grande foco à plataforma Live? Qual será o buscador preferido do Internet Explorer 7? O Messenger da Microsoft vai promover qual email? “Você será muito mais feliz e terá uma experiência muito melhor na web” utilizando qual portal de serviços? É. A Microsoft tem uma grande carta na manga.
Agora reflitam um pouco: o que a Google pode fazer para se proteger? Muito pouco na minha opinião. E o pouco que podem fazer estão fazendo, e de forma gloriosa. Veja as ações dela:
Google Desktop: Bate de frente com o sistema de busca em tempo real do Windows Vista, que pode promover o buscador MSN Search. Contém também uma “sidebar”, que faz frente à sidebar integrada ao próximo Windows, e que poderia trazer “Widgets” de vários serviços na web da “Live”.
Google Talk: Bate de frente ao novo “Windows Live Messenger”, que promove os serviços Live Mail, MSN Search e MSN Spaces.
Google Pack: Substitui o “Adicionar/remover” programas. Uma ótima ponte para a Google promover seus serviços.
Finalmente, o Firefox: A próxima versão do Internet Explorer virá com busca integrada, inicialmente definida para o MSN Search. Será integrado ao Windows Live Messenger. Terá links para diversos serviços da Live. E o pior, ainda suporta ActiveX, que impedem que alguns sites abram em outros sistemas operacionais, além de não suportar completamente especificações W3C, o que torna sites desenvolvidos para IE nem sempre compatíveis a quem utiliza outro navegador. Concorda que, a única coisa que a Google pode fazer, é promover o 2º mais utilizado navegador da web?
Resumo da ópera: A Microsoft utilizará todo o seu poder no desktop para promover sua plataforma web. O que a Google está fazendo é tentando tomar o máximo possível do desktop da Microsoft utilizando seu poder na web. Talvez isso explique porque a Google, por exemplo, não desenvolve softwares para Linux.
AdSense Adwords Analytics Android Apple Aquisições Asides Blogosfera blogs Celular Colunas Diego Doodle Eventos Featured FeedBurner Gmail Google Google Apps Google Calendar Google Code Google Desktop Google Docs Google Earth Google Health Google Knol Google Maps Google Reader Google Sites Google Talk Google Video iGoogle Legalização Linux Manoel Marketing Microsoft Monetização Opensocial Orkut Pagerank Panama Paulo Rodrigo Teixeira Picasa PicasaWeb Primeiro de Abril Ricardo vaz Monteiro Rumor Search SEO Serviços Google SoC2008 Tutorial TV Undergoogle underGoogle.Direto Web 2.0 Webmaster Toos yahoo Youtube

E por que motivo o IE7 BETA suscitou
com o Google como ferramenta de busca padrão?!
já a pergunta do daniel.. não faço a menor idéia.
O Internet Explorer 7 não tem o Google como padrão, pois nenhuma empresa lançaria um produto que utilizasse um concorrente como padrão.
O Google apenas vem listado como uma das opções disponíveis, mas não vem como padrão.
Abs
parabens “-red–floyd-”!!
achei bastante interessante q nossos pensamentos sao muito parecidos sobre o “casamento” google e firefox.
O certo é: “Quando um usuário fizer o download e a instalação do Firefox através da sua referência, nós creditaremos na sua conta até US$ 1,00.”
Eu tive 4 cliques e não ganhei nem US$ 1.
Quanto à Microsoft, ora, eles simplesmente criaram o Windows, e têm o direito de explorar isso até onde quiserem. Aliás, acho que já fazem bastante incluindo o Google como opção de buscas.
Veja a Europa: a Microsoft foi obrigada a remover o Windows Media Player da instalação padrão do Windows e ainda teve de liberar partes do código fonte do Windows, e isso não a livrou de pagar mais de US$ 200 milhões em multas. Pura inveja de europeu. É como se eles quisessem obrigar a Coca-Cola a liberar sua fórmula. É algo ridículo o que a Europa fez, assumiu a sua inferioridade e sua incapacidade de fazer algo bom.
A Microsoft tem o direito de fazer o que quiser, cabe ao usuário decidir se concorda com isso ou não.
Temos que lembrar que nós, visitantes desse blog, entendemos de computador. Sabemos que o WMP não é o único player, que o IE não é o único navegador, que o MSN não é o único messenger. Mas a maioria, a grande maioria dos usuários não sabe de nada disso. E a Microsoft simplifica a vida dessas pessoas.
Para uma pessoa “comum”, já é difícil rodar o CD para instalar o Windows. Imagine então se, depois disso, a pessoa tiver de procurar e instalar navegador, player, messenger, tudo isso.
Lógico que nem tudo da Microsoft é uma maravilha. O preço é abusivo. Mas eles, ao contrário do Google, não trabalham pensando numa minoria que entende tudo de informática. A Microsoft trabalha para deixar o computador mais fácil para todos.
Se a Microsoft não tivesse o objetivo de popularização do Windows, o que seria da informática hoje?
De forma alguma estou desvalorizando a Microsoft. Só para constar, sou usuário Windows, programador VB, ASP, Sql Server e .Net, e utilizo MSN e Windows Media Player no dia-a-dia.
Não cabe a mim julgar a Microsoft. E não foi o que fizemos. Apenas demonstramos uma possível estratégia utilizada pela Microsoft, e por onde a Google pode escapar.
Fica óbvio que uma busca web integrada ao próximo Windows será de extrema utilidade para alguns usuários. E a Google pode sofrer com isso. Temos que admitir que se a Google quiser impedir a “invasão” na web pela Microsoft, ela não tem outro caminho, tem que se adentrar no mundo desktop o mais depressa possível.
Essa foi a idéia do post. Não vou sacrificar nenhum sistema operacional, navegador ou cliente messenger. Nossa intenção principal foi explicar como as empresas estão se movendo para tomar o “coração e mente” dos usuários web.
Abs
ABRAÇOS!
100% Linux, 100% Microsoft, 100% Tecnologia!