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5 problemas do Google Desktop

Mesmo após oferecer certa de 5.000 dólares em prêmios, a Google não conseguiu melhorar a qualidade (nem a quantidade) de Gadgets submetidos para a galeria do seu software de buscas. Lentamente, aquele que despontou como um dos melhores aplicativos da categoria parece perder usuários para a concorrência devido à pequena oferta de gadgets e a problemas com a privacidade dos usuários.

1. Espaço em Disco. Ao oferecer recursos como cache de arquivos indexação de páginas da web e histórico, a Google transformou seu aplicativo em um verdadeiro consumidor de memória. Em alguns meses de uso, o tamanho dos índices pode facilmente atingir vários gigabytes.

2. Sidebar. A Barra lateral despontou como um recurso novo e inesperado, representando uma grande mudança na forma como o desenvolvimento do software era dirigido. Desde sua introdução, os desenvolvedores parecem ter esquecido que a principal (e mais usada) função do programa é encontrar arquivos, dirigindo grande parte de seus esforços para aprimorar uma ferramenta que toma um espaço considerável da tela sem oferecer recursos interessantes.

A consequência disso foi drástica. Em sites como o Download.com, a ferramenta MSN Desktop Search, cuja abordagem está completamente voltada para a busca, teve um número consideravelmente maior de downloads. E conseguiu isso com um sistema de indexação extremamente ineficiente e instável (mesmo um pico de energia era capaz de destruir o índice de arquivos nas primerias versões).

3. Ferramentas de desenvolvimento. Em sua primeira edição, o Google Desktop oferecia uma interface de programação em XML que tornava relativamente fácil o uso do buscador em outros programas. Uma falha no desenvolvimento, porém, causava erros na formação desse XML que eram difíceis de corrigir. O resultado? Praticamente ninguém usou o recurso.

A partir da terceira versão, a Google introduziu uma interface em COM+ para a realização de buscas, consideravelmente mais complexa e difícil de ser usada. Inúmeros desenvolvedores tentaram em vão usá-la, mas nem todas as linguagens eram suportadas.

4. Gadgets. Uma visita à galeria do Google Desktop revela que a grande maioria dos Google Gadgets feitos por terceiros é inútil ou instável. Ninguém quer uma planta virtual ou um relógio em forma de ameba. Em contra-partida, Yahoo! e Apple já contam com galerias enormes, contendo mais de 2000 mini-aplicativos em cada que atendem às mais variadas necessidades.

5. Privacidade. Para realizar buscas entre computadores, o Google Desktop envia grande parte de seu índice ( contendo o texto de praticamente todos os arquivos presentes no HD) para os servidores da empresa. Alguns usuários simplesmente não se sentem seguros com isso.

Conclusão:

Aos poucos a concorrência se aproxima do Google Desktop, construindo aplicativos que suprimem os pontos fracos da ferramenta e estão 100% voltados para a busca. Softwares como o Copernic e o MSN Toolbar aos poucos ganham público, ainda que permaneçam menos populares.

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Discussão

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  1. Já não é de hoje que o Google faz coisas desse tipo… Podem ser bons em desenvolver softwares, mas são péssimos em marketing e pesquisas. Há vários exemplos, alvez eu nem lembre todos, mas aí vai uma lista:

    1. Google Maps: eram dois serviços (Maps e Local), juntaram os dois no Local e depois mudaram de nome para Maps

    2. Google Books: era Google Print, mudou para Books

    3. Google Videos: já mudou a página inicial muitas vezes, e mesmo assim está longe de ser um dos mais populares

    4. Google Pack: pacote de programas, daqueles que vinham em CDs de revistas há 10 anos. A única coisa boa é a atualização automática, mas mesmo assim não compensa.

    Sem falar naqueles serviços que ninguém lembra que existe: Google Finance, Groups, Checkout, Froogle, Scholar, Code, Co-op, Pages, Web Accelerator, Reader… Fala sério: muita gente nem lembrava que esses serviços existiam.

    Por Anonymous | Setembro 1, 2006, 11:18 pm
  2. Parece que a Google será sempre lembrada como a gigante das buscas nada mais.
    Esses serviços listados pelo o Anônimo são infinitamente inferiores ao seus concorrentes.

    Por bumerangue | Setembro 3, 2006, 7:44 am

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