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Por dentro do Adwords #4: Qual a relação entre o Adwords, Adsense e domínios?

Enviado por em segunda-feira, 22 janeiro 20077 Comentários
Pequenos investidores que registraram domínios com nomes genéricos nunca geraram muito dinheiro com seus endereços até o surgimento dos Links Patrocinados e o aumento da navegação direct type-in. Neste método de navegação, direct type-in, o Internauta digita no navegador um domínio que ele julga que conterá o conteúdo de seu interesse, por exemplo: se você está procurando por blogs é bem provável que o domínio www.Blogs.com.br possua o conteúdo que você procura.

O direct type-in produz tráfego mas não produz receita. Porém com o aparecimento dos Links Patrocinados um novo modelo de negócios emergiu:

Suponha que você registre um domínio e que seu custo seja de R$ 40/ano. Suponha que este domínio seja um nome genérico e que ele possua tráfego devido a navegação direct type-in, então bastará que você se torne parceiro do Google através do Adsense (que disponibiliza os anúncios do Adwords para terceiros) e crie um pequeno site que contenha os Links Patrocinados. Se a receita gerada pela contrato com o Adsense para este domínio for superior a R$ 40/ano, então este domínio é rentável.

Sites criados com o objetivo de gerar receita através dos Links Patrocinados são chamados de MFA (Made for Adsense),
ex: www.Monetizar.com.br

Se você tiver um portfólio com centenas de sites MFA a receita mensal poderá ser realmente muito boa. Por exemplo: a empresa americana Marchex acaba de comprar um portfólio com mais de 100.000 domínios do pioneiro da internet Yun Ye pelo valor de US 164 milhões de dólares. Este portfólio de domínios gera atualmente uma receita, através do Adsense, de US 19 milhões por mês !

O domínio cada vez mais é comparado com um imóvel, um patrimônio, porém ao invés de Real Estate é um Virtual Estate, um bem intangível e imaterial que gera receita mensal e constante.
Estamos vivendo um verdadeiro gold rush onde cada vez mais interessados entram nesse mercado com o objetivo de descobrir e aproveitar as novas oportunidades existentes. Isso tem sido evidenciado pelos incríveis índices de crescimento do mercado de registro de domínios, mercado que cresce a uma taxa de 30% ao ano. Os principais jogadores deste mercado são:

Proprietários de domínios: São pessoas físicas ou jurídicas que registram domínios com o objetivo de ganhar dinheiro com Links Patrocinados ou na revenda do endereço. O perfil mais comum é o proprietário com poucos e bons nomes de domínios.

Proprietário de portfólios de domínios: Um novo perfil de proprietário tem surgido… ele registra milhões de domínios e ganha um valor pequeno por endereço. Com o passar do tempo, o objetivo deste investidor é filtrar seu portfólio para se livrar dos nomes menos rentáveis.

Provedores de serviços de páginas estacionadas: São empresas que disponibilizam sistemas de monetização de endereços. Basta que um proprietário de domínio contrate uma destas empresas para começar a gerar receita com seus domínios. Exemplos de provedores de serviços: www.TrafficClub.com ou o www.Sedo.com.br

Provedor de links Patrocinados: São as empresas que vendem o espaço para seus clientes e disponibilizam estes anúncios para terceiros. O Google se encontra neste categoria. Vende seus anúncios através do Adwords e os disponibiliza para terceiros através do Adsense.

Dependendo da capacidade técnica do investidor ele pode optar por fechar o contrato direto com o Adsense ou usar um provedor de páginas estacionadas.

Este modelo de negócios tem diversas vantagens para o pequeno e para o médio investidor.
No caso do pequeno investidor, se ele for criativo e conseguir identificar bons nomes de domínios que ainda estejam disponíveis, poderá registrá-los e terá uma receita mensal e crescente. Este modelo de negócios é ótimo para ser usado como side business porque não exige grande investimento inicial e nem tempo para administrá-lo.

No caso do investidor de médio porte ele pode começar adquirindo um portfólio de domínios, ampliá-lo e melhorar sua rentabilidade média, veja o exemplo da Marchex no início deste artigo. Este modelo exige capital inicial e tempo para escolher através de um sistema de estatística quais domínios devem ser mantidos e quais devem ser descartados.

Em suma: O Adwords possui anunciantes, o Adsense disponibiliza seus anúncios para terceiros e domínios genéricos são utilizados para captar tráfego da Internet e monetizá-lo.

Ricardo Vaz Monteiro é diretor executivo da empresa Nomer.com, especializada em registro de dominio, um dos primeiros com o título de Google Advertising Professional do Brasil e autor do livro Google Adwords: A arte de Guerra.

Você pode adquirir o livro pelo Submarino por apenas R$ 42,50.

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Ricardo Vaz Monteiro

7 Comentários »

  • Ricardo Teixeira disse:
    Sou funcionário de uma empresa de brinquedos da Bahia (não vou citar o nome, gostaria de manter o sigilo), e estamos criando uma loja virtual este semestre ainda para venda direta ao público.

    Tenho uma pergunta simples: vamos utilizar algumas palavras-chaves combinadas para promover o e-commerce assim que lançado, e esperamos ter um bom retorno em usuários. Porém, quando sei que é hora de diminuir os investimentos, ou simplesmente “cortar” os anúncios?

    Gostaria de parabenizar o senhor pelos artigos, posso garantir que aprendi muito com “Quanto devo pagar por uma palavra-chave”, ainda desejo ler os outros em breve.

  • Ricardo Vaz Monteiro disse:
    Caro Ricardo Teixeira:

    A campanha do Adwords é uma campanha de varejo, ou seja, o objetivo maior é vender produtos e serviços ao invés de criar uma marca. Bem, então neste cenário, o ideal é que você obtenha lucro com a campanha… e se você tem uma campanha lucrativa então não há motivos para que você pare de anunciar. Porém se sua campanha é deficitária, então defina um budget máximo que vc está disposto a queimar. Taí seu ponto final. Mas o mais importante: faça sua campanha ser lucrativa !

  • Anonymous disse:
    O google acrescentou novos recursos na sua página inicial (google.com/ig).

    []s,
    Ivan Paulovich

  • alexk disse:
    Esqueceu de falar sobre o serviço do google especialmente feito pra isso: “adsense for domains – domainpark” : http://www.google.com/domainpark/
  • Anonymous disse:
    Olá,

    Parabéns pelo artigo. Antes que o bibelô do Google, acho que valeu a pena assinar o newsletter por causa de um artigo como esse.

    Porém fiquei com algumas dúvidas.

    A classificação de um site como MFA só se dá com esse exemplo explicitado pelo Senhor?

    O Senhor é possuidor de alguma estimativa ou estatística dos “Directs type in” em alguns domínios?

    Muito obrigado,

    Simon

  • Ricardo Vaz Monteiro disse:
    Caro AlexK:
    É verdade obrigado por me lembrar.

    Caro Simon:

    MFA quer dizer que o objetivo único do site é gerar receita através de links patrocinados… ou seja, seu conteúdo são links patrocinados.

    Com relação as estatísticas sobre o volume de navegação direct type-in: A VeriSign (Registry do .com) tem esses dados, porém devido a uma política de “equal right access”, não podem ser divulgados.

    Imagine como esses dados são valiosos !!!

    Nota1: Rola a informação em Off no mercado que o tráfego dobra a cada ano…

    Nota2: Exemplo de tráfego direct type-in em alguns domínios:

    gls.com.br 10.000 visitantes únicos/mês
    bolsafamilia.com.br 6.300 visitantes únicos/mês.

    Espero ter sido útil.

  • Ricardo Vaz Monteiro disse:
    Simon: achei uma estatística sobre direct type-in que é liberada pela VeriSign… 9% de todos os sites com domínios .com ou .net já são MFA… e foram reservados de 2004 para cá. Em suma: em 2 anos 9% dos domínios das principais extensões foram tomadas por este tipo de aplicação…