Sem dúvidas que, embora o Google Docs, editor de documentos da Google, tenha seu lado inovador e se tornando um bom exemplo de aplicação online, ele ainda não decolou no mundo corporativo. Assim como todos os editores online precursores a ele.
Como universitário, utilizo muito o Docs para editar trabalhos, montar “brainstorms” e compartilhar informações com os colegas. Como internauta, utilizo o serviço para fazer controle financeiro, editor rápido de apresentações online e fazer anotações que estarão disponíveis em qualquer computador com internet, ou até mesmo no celular.
Como sabemos, estudantes e usuários domésticos não movimentam grandes transações de valores como provedores de serviços, como Google, Microsoft e Apple. Eles precisam entrar no mundo corporativo para vender suas aplicações e conseguir uma rotatividade maior de dinheiro e venda de serviços.
A Microsoft, com uma larga vantagem, domina o mercado de edição de documentos e afins por ter uma suite sólida e fácil de usar. A Google por sua vez, tenta abocanhar o mercado corporativo através do Google Apps, suíte que envolve o gerenciamento de e-mails, criação e edição de documentos, calendário e criação de websites. Sem dúvidas que a idéia de gerenciar tudo online, através de uma interface simples, é uma grande vantagem para a Google. Porém, por que a empresa não decola no mundo corporativo?
A resposta parece fácil: A Microsoft desenvolve seus programas com suporte a servidores locais, permitindo às empresas terem controle total sobre os dados e a garantia de que as informações ficarão em lugar seguro e com acesso restrito. Este é o diferencial da Microsoft, que consegue passar confiança a seus consumidores, acrescentando a qualidade de seus produtos à segurança da integridade das informações.
Então, qual o passo para a Google conseguir roubar uma fatia do mercado corporativo da concorrência? A idéia é simples: A empresa precisa parar de armazenar todas estas informações em seus servidores e, de alguma forma, passar o controle para as empresas. Com a oferta de produtos “inovadores” sob seu total controle, poderia pensar duas vezes ao discutir sobre futuras atualizações de plataforma.
Entregar programas para as empresas parece não ser a filosofia da Google. Porém, a empresa já vende hardware, e isso pode ser o ponto de partida para o crescimento do Docs e da suíte Google Apps. Todos devem lembrar do Google Mini, uma solução integrada de hardware e software criada para ajudar na organização e buscas de arquivos eletrônicos em empresas. Para isso, ele fornece a capacidade e a produtividade da pesquisa do Google para seus documentos e sites – de maneira rápida, fácil e acessível.

Portanto, o exemplo do Mini pode ser uma boa solução para a Google conseguir mercado, credibilidade e a expansão de seus produtos, que são tão utilizados e bem falados pelos usuários domésticos.
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A única comparação válida é quanto ao sigilo de dados, que realmente pesa, mas não é o único motivo para voltar-se aos aplicativos offline.
abraços
http://googlediscovery.com/2008/03/09/bill-gates-google-realmente-nao-entende-de-negocios/