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Google Notebook: mais que um bloco de notas

Enviado por em quinta-feira, 6 novembro 200813 Comentários

A missão do Google é a de organizar as informações de todo o mundo e torná-las universalmente acessíveis e úteis. É uma tarefa audaciosa e complicada, mas isso não parece assustar a galera de Mountain View. Prova disso é que o Google, além de seu mecanismo de busca, tem outros serviços que são incrivelmente úteis e que correspondem à missão da empresa, como o Gmail, o Google Maps, o Google Calendar, o Google Reader e tantos outros. Porém, há um serviço da empresa que é pouco conhecido, mas que pode ser uma excelente ferramenta de organização de informações para quem precisa de agilidade em seu cotidiano: estou falando do Google Notebook (no Brasil, Google Notas).

A proposta do Google Notebook é a de ser um grande bloco de notas digital, com o diferencial de que você pode inserir, excluir, organizar, buscar e acessar suas informações de maneira rápida e sem complicação. Conforme mostra a imagem abaixo, a interface do serviço é extremamente simples: na caixa superior esquerda, você pode criar e acessar blocos de nota, além de usar a opção “Lixeira” para restaurar dados apagados. Na caixa logo abaixo, você conta com marcadores (ou tags) que podem te ajudar a encontrar determinadas informações. Na grande caixa que ocupa o restante da tela, você acessa os dados de cada bloco de notas criado.

O Google Notebook se mostra tão simples e tão eficiente quando busco determinados dados guardados nele que passei a usar o serviço com freqüência. Hoje, o considero tão importante quanto o Gmail (ok, talvez nem tanto). Ao longo do tempo, eu fui criando vários blocos de notas: um para a minha lista de livros a comprar, um com os números de telefone que mais uso, um para letras de músicas, um para listar os objetos que emprestei, um com modelos de textos que utilizo com regularidade, um com dados sobre pontos turísticos que visitei ou pretendo visitar, entre vários outros. Sem perceber, montei um banco de dados on-line que centraliza em um único lugar boa parte das informações que me são relevantes.

Apesar de ser um serviço simples, o Google Notebook conta com recursos satisfatórios de organização. Além de poder criar vários blocos de notas, você também pode criar seções dentro de cada um. Por exemplo, no bloco de notas “Livros a comprar” que eu criei, há várias seções que, na verdade, formam categorias para os livros: Científicos, Terror, Computação, Idiomas, etc. E sabe como criar uma seção? É simples: toda vez que você acessa um bloco de notas, o serviço disponibiliza um campo onde é possível inserir mais dados. No canto direito desse campo há um link de nome “seção” (ou equivalente). Clique nele, insira um nome e – veja só! – você já tem uma categoria criada dentro do seu bloco de notas. Fácil, não?

O Google Notebook também tem opções de compartilhamento. Você pode compartilhar os blocos de notas que quiser com amigos, de forma que eles possam visualizar e alterar o conteúdo ali existente. Para isso, basta que eles tenham uma conta no Google. É um recurso muito útil, por exemplo, para distribuir notas de aulas ou pesquisas de trabalhos acadêmicos com seus colegas de classe.

Também é possível tornar um bloco de notas público. Assim, qualquer pessoa pode acessá-lo na internet, mesmo que não tenha uma conta no Google, como se fosse uma simples página da Web. É possível ver um exemplo aqui. Para acessar essas funções de compartilhamento, basta clicar em “Opções de compartilhamento” na barra de títulos do bloco de notas ou no link “Compartilhar”, no final deste. Também é possível exportar blocos de notas para o Google Docs ou mesmo criar um feed no formato Atom. Bacana, né?

Se você quiser ter mais agilidade com o Google Notebook, pode instalar nos navegadores Internet Explorer e Firefox uma extensão que permite acessar e registrar notas no serviço sem necessidade de abrir uma página para isso (o Google pretende lançar extensões para outros navegadores também, ao menos é o que a empresa diz). A extensão exibe uma pequena janela na parte inferior do navegador que te dá acesso às funcionalidades mais importantes. Além disso, conta com um botão chamado “Clipe” que copia para o Google Notebook o trecho de uma página qualquer que você tiver selecionado com o mouse ou o conteúdo de seu clipboard. E se tudo isso não for suficiente, você também pode acessar o Google Notebook através de um telefone celular.

Como é possível notar, o Google Notebook é um serviço simples, mas que pode ajudar – e muito – a organizar as informações que aparecem no nosso cotidiano. Todas aquelas notinhas que tinham como destino caderninhos, blocos de papel, arquivos TXT e pastas espalhadas em seu computador podem agora ser acessadas de maneira centralizada e organizada com o serviço. Até localizar a informação que você precisa se torna mais fácil: se não conseguir encontrá-la por tags ou consultando diretamente cada bloco de notas, você pode utilizar o mecanismo de busca existente dentro do próprio serviço.

Comecei a usar o Google Notebook tão logo o serviço foi disponibilizado ao público, em meados de 2006. No início, o experimentei apenas por curiosidade, assim como fiz (e faço) com outros produtos do Google. Mas, logo notei que eu poderia utilizá-lo para guardar e acessar aquelas informações que não são necessariamente importantes, mas que também não podem ser descartadas. Quando fui ver, já estava com uma base de dados pessoal on-line criada, conforme expliquei anteriormente. É por isso que decidi falar sobre o Google Notebook no convite que recebi para escrever no underGoogle. Experimente o serviço, talvez ele possa ser bastante útil a você também 😉

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Emerson Alecrim alvo preferido dos pombos, tropeçador profissional, considerado o goleiro mais frangueiro do colégio. Sabe-se lá como conseguiu formar-se em ciência da computação. Toca o InfoWester e sonha em chegar em 1º no Mario Kart.

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