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Google: Uma boa idéia ou o futuro da Administração?

Enviado por em terça-feira, 1 abril 20087 Comentários

Recentemente, uma ótima discussão pairou em alguns veículos de comunicação e na Internet brasileira: seria a administração do Google um modelo realmente inovador ou seu segredo está apenas em sua forma de ganhar (muito) dinheiro? Ou as duas coisas? Gary Hamel, autor do livro “O Futuro da Administração”, acredita que o Google revolucionou a maneira de gerenciar equipes e negócios. É a “administração do século 21″ a razão de seu sucesso, como ele bem frisa em seu texto:

“O Google é um pioneiro da gestão moderna que tem muito a ensinar sobre como construir empresas realmente adequadas ao século 21″

Hamel defende que a mudança no paradigma gerencial é um dos grandes trunfos do Google. Em outras palavras, sua grande capacidade de reter talentos, seu ambiente informal e sua diferenciada política de remuneração e reconhecimento seriam os fatores que o colocaram em posição tão destacada no universo corporativo. Soa bastante verossível, mas injusto ao desconsiderar a grande idéia tida por dois jovens quando ainda faziam seu mestrado.

Assim, arrisco dizer que esses diferenciais não foram exatamente a razão de tamanho sucesso, mas são a grande base de sustentação para manterem-se no topo. Explico. Não foi o modelo de administração que os fez subir tão alto, mas é ele que os segura tão bem lá em cima. Em recente artigo, Clemente Nobrega, escritor e consultor, resume a meteórica ascensão do Google:

“Todo clique num link qualquer na internet reforça o dinheiro que o Google ganha. Uma ‘mina de ouro’, baseada num fato banal: se duas coisas são consumidas juntas, quando aumenta o consumo de uma o da outra aumenta também. Ele dá de graça o cachorro-quente – a informação que você busca. E cobra pela mostarda – a propaganda relacionada ao tema que você está buscando”

Concordo plenamente. Parece mesmo que o Google oferece diferenciais e programas gratuitos com o objetivo de criar massa e assim permitir maior exposição de seus usuários aos anúncios, ao mesmo tempo em que aumenta drasticamente a possibilidade de angaria anunciantes. Uma idéia simples, essencial e prática. Mais de 99% do faturamento do Google vem da propaganda online, vale lembrar.

Para quem opta pelos serviços oferecidos pelo Google, fica a vantagem de pagar pela mostarda, que em doses pequenas certamente é mais barata que um cachorro-quente. A visão de sucesso da dupla Sergey Brin e Larry Page baseia-se na oferta de anúncios dirigidos, enquanto remunera sua exibição e permite preços baixos visando grande massificação. Funciona muito bem, você deve concordar.

De volta à pergunta sobre o modelo de gestão, fico com a impressão de que a discussão é sem sentido ou, no mínimo, fora de contexto. Uma grande idéia deve ser sempre acompanhada de um ótimo suporte estratégico e de muito bom gerenciamento, o que também parece ser o caso do Google. Com executivos experientes e um ambiente diferenciado, a empresa oferece oportunidade, desafios e incute o espírito empreendedor em seus liderados.

Lá dentro, não importa se a mostarda é paga, contanto que todos possam comer quantos cachorros-quentes quiserem e tirar uma soneca depois do almoço. Na mesa, no pátio, na recepção. Vale quase tudo.

Eles revolucionaram a Internet e propaganda? Sem dúvida. Revolucionaram a administração? Provavelmente não, porque fazem algo que a escola moderna já prega há muito tempo: valorizam os talentos, seu bem-estar e permitem autonomia e espaço para criar.

Conrado Navarro, 27, é consultor de finanças pessoais e investimentos. Com formação técnica e MBA Executivo pela UNIFEI, ministra palestras, mini-cursos e workshops para empresas, comunidades e estudantes em toda região Sudeste. É sócio-fundador do Dinheirama – http://www.dinheirama.com– onde mantém artigos, opiniões e grande parte de seu trabalho disponível de forma gratuita.

Troca BlogsP.S. Estranhou a autoria do post? Este texto faz parte da Troca Blogs, brincadeira feita neste Primeiro de Abril.
Participam também: Rockerspace, Psicodelia, Boombust, A vida como a vida quer, Hitech Live, Velocidade, Papo de Homem, Novo Mundo, Dinheirama, Design, e Cabianca.

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Conrado Navarro 27, é consultor formado em computação, com MBA Executivo em Finanças. Atualmente, é mestrando pela UNIFEI e ministra palestras, mini-cursos e workshops para empresas, comunidades e estudantes em toda região Sudeste. É sócio-fundador do Dinheirama - onde mantém artigos, opiniões e grande parte de seu trabalho disponível de forma gratuita.

7 Comentários »

  • Suissa disse:
    É por isso que eu amo o Google \o/
  • Ana Paula disse:
    Realmente o Google revolucionou a internet…
    Alguém pensa em outro site de busca? O primeir que vem a cabeça sempre é o google.

    Abs.

  • vinicius disse:
    Googlever

    []’s

  • ásbel disse:
    a diferença é q eles FAZEM o q a escola moderna prega, diferente de mtas empresas q defendem essa idéia mas num agem assim…
  • Conrado,

    Colocando assim, a citação do Clemente faz até parecer que é só isso que ele disse. Na verdade ele meteu o malho no Hamel, e eu concordo com ele. Com a sua licença (e tomara que a dele) coloco abaixo o que está na íntegra no site dele:

    Sucesso do Google não tem nada a ver com gestão

    Discordo de Gary Hamel. Em seu último livro – “O Futuro da Gestão” – ele diz: “o Google é um pioneiro da gestão moderna que tem muito a ensinar sobre como construir empresas realmente adequadas ao século XXI”. É bom ter cuidado com Hamel. Eis o que ele escreveu sobre a Enron pouco antes do desastre: “Mais do que qualquer empresa do mundo, a Enron institucionalizou a capacidade de perpetuar a inovação, é uma empresa onde milhares de pessoas se vêem como revolucionários potenciais”. Como diria o Hugo Chavez, “revolucionários de mie..da” é o que eles eram. Por que o Google seria o “paradigma da gestão do futuro” e não British Petroleum, Toyota, ou Wal Mart, por exemplo? Empresas de Internet são mais sexy, né? Tá certo: o Google é bacana, atrai talentos em penca, é engraçada, criativa, informal. Sua sede tem barbeiro, piscina, quadras de vôlei, creche. A turma trabalha com grande liberdade. Mas foi isso que causou seu sucesso? Não. A causa foi uma só: um inteligentíssimo processo de fazer dinheiro com propaganda, descoberto meio por acaso, e introduzido antes (não depois!) da gestão libertária que agrada tanto a Gary Hamel. A Microsoft partiu para o tudo ou nada, querendo o Yahoo de qualquer maneira, porque vê que o Google ficou imbatível. Sua força é análoga à que a própria Microsoft criou no passado para si: uma vantagem inicial que se auto-reforça e blinda a empresa da competição. A diferença é que o produto do Google (seu sistema de busca) se revelou muito melhor do que o de seus concorrentes; o Windows nunca foi melhor do que o sistema Apple, apenas se propagou mais rápido, tornando a Microsoft monopolista. Antes do Google, você digitava uma “palavra-chave” e os buscadores existentes (Alta Vista, Hot Bot, lembra?) listavam as páginas em que ela aparecia mais. O Google mudou isso: as páginas listadas são aquelas mais acessadas a partir de links clicados por pessoas que já procuraram aquilo que você está procurando. Qualidade e rapidez dos resultados melhoraram muito, e o Google virou a search engine mais usada na rede. Empresas correram para colocar lá anúncios relacionados às palavras-chave que lhes interessavam, e o Google (dando uma de gostoso) estimulava-as a fazerem leilão (quem dá mais?) pelo privilegio de anunciarem ali. Muito segura de si, só cobrava quando alguém clicava no link do patrocinador. Tudo se reforça. Se clicam mais na minha página, ela aparecerá primeiro quando alguém buscar pelas palavras-chave que me caracterizam; meu link de propaganda no Google será o mais clicado também, o que aumentará os cliques na minha página etc. Todo click num link qualquer na Internet, reforça o modelo do Google ganhar dinheiro. Uma “mina de ouro”, baseada num fato banal: se duas coisas são consumidas juntas, quando aumenta o consumo de uma, o da outra aumenta também (cachorro quente e catchup; lápis e apontador; DVD players e DVDs). O Google “força” tudo o que é clicado na Internet a virar complemento ao seu negócio. Como diz Nicholas Carr (link em meu blog): “quanto mais coisas se faz na Internet, mais anúncios as pessoas vêem, mais dinheiro o Google ganha e mais dados coleta sobre comportamentos e necessidades das pessoas [reforçando sua força]”. O Google dá de graça o cachorro quente – a informação que você busca; e cobra pelo catchup – a propaganda sobre o tema que você está buscando. É por isso que eles não param de dar coisas de graça: Gmail, Google Maps, Vídeos, Bloggers. A Microsoft se apavora com a possibilidade deles darem aplicativos grátis também (processadores de texto, planilhas…), pois isso ameaçaria o dinheirão que ela ganha com o Office. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas – sem querer ser chato – não tem nada a ver com “gestão do futuro” não, viu Mr.Hamel?

  • […] Fomos agraciados com a presença do Amigo Conrado Navarro, que montou um artigo com tema “Google: Uma boa idéia ou o futuro da Administração?“. Em troca, mostramos algumas ferramentas do Google, muito útil para controlar as finanças, […]
  • Navarro disse:
    Silvio, tudo bem? Obrigado pelo comentário. Você tem razão e eu também concordo com o Clemente. Sinto se isso não ficou claro em meu artigo. Minha idéia era levantar a questão usando apenas algumas citações e minha opinião.

    O Google revoluciona por criar um novo paradigma para a publicidade online e ao implementar com maestria coerentes e inteligentes formas de administração. Seu sucesso é merecidíssimo.

    Grande abraço.