Receba scraps do Orkut por email

Há meses eu venho utilizando um “macete” para receber e ler meus scraps no GMail[bb].

Para isso, basta seguir alguns passos. Vamos lá:

1 – Adicione ao final da url abaixo a sua UID do ORKUT:

http://www.indian-tv.com/orkut.php?uid=[SUA_UID_AQUI]

Para descobrir sua UID, clique em sua própria foto na página inicial do Orkut. A UID é o número que paracerá no final da barra de endereços.

Por exemplo, seguindo esse link você verá meus scraps mais recentes.

2 – Copie a URL final, e crie uma conta no Feedburner usando a sua URL.

Img 1. Criando a conta no Feedburner

3 – Uma vez criada a conta, vá para “Publicize > Subscription Management” e copie o HTML para inscrição no Feedburner(img.2). Abra o Bloco de Notas do Windows, cole o código, e salve em sua área de trabalho como “feedburner.html” (entre aspas mesmo). Agora abra o arquivo recém criado, e inscreva-se através dele com seu e-mail (img.3).


Img 2. Código gerado pelo Feedburner

Img 3. Se inscrevendo para receber e-mails

4 – Pronto, você já estará recebendo por e-mail seus scraps.

Você pode inclusive personalizar como você o verá, com imagem de topo, título, cores, etc. Vejam o meu exemplo abaixo:

Img 4. Scrap recebido por email

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Google pronta para dominar o mercado da publicidade convencional

Pelo que parece a intenção de se tornar uma mega agência de publicidade está cada vez concreta em Moutain View. Foi anunciada ontem a contratação de Andy Berndt, vice-presidente da famosa agencia Ogilvy e Mather´s, que irá dirigir o novo departamento dedicado ao relacionamento da Google junto a agências de publicidade e marketing, assim como com empresas do ramo do entretenimento (veículos de mídia).

Andy Berndt era vice-presidente da agencia desde maio, antes ocupava o cargo de diretor geral desde 2006. Brendt acumula muita experiência tanto na área de criação quanto na área de planejamento. Dessa forma os executivos de Moutain View esperam que Andy implante várias inovações dentro da metodologia publicitária da empresa. Andy Brendt realizou diversos trabalhos importantes dentro da Ogilvy, anunciantes como a Microsoft e Nike passaram pelas mãos de Brendt que é o criador da campanha “Think Different” da Apple.

Todos os olhos sobre a Google

A Google nunca escondeu seu desejo de penetrar e dominar o mercado publicitário, na sua vertente on-line a empresa demonstra sua capacidade de reinventar a propaganda a tornando viável para anunciantes de pequeno e médio porte. A intenção da empresa é implantar o AdWords e o AdSense em todos os meios de mídia, seja ele on-line ou off-line.

Mas foi em 2006 que a empresa de Moutain View começou a apostar pesado no segmento. Muitos profissionais do mercado da publicidade tradicional foram incorporados ao quadro da Google com o objetivo de iniciar trabalhos de consultoria e criação para os anunciantes. Mas não é somente a Google que aposta nesse mercado, a Microsoft investiu seis bilhões de dólares para comprar a aQuantive e fundar o seu departamento de publicidade.

Essa expansão do mercado on-line sobre o solo publicitário é totalmente natural e previsível. Desde que a internet surgiu comercialmente as grandes empresas do segmento atuam praticamente isoladas das tradicionais agencias. De fato, torna-se muito mais interessante e econômico para o anunciante trabalhar com apenas um fornecedor.

A dúvida que permanece é até onde essas gigantes da tecnologia vão penetrar no território das agências e, até quando as agencias vão assistir essa invasão de braços cruzados. Será que em um futuro próximo assistiremos aquisições de grandes agências tradicionais pelas gigantes da tecnologia on-line?

Diego Cox é Editor do Blog Reflexões Digitais e Analista de Produtos Sênior da Globo.com

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O céu é o limite?

Na última quinta-feira o valor das ações da Google bateram um novo recorde, US$ 518,84, o anúncio da parceria com a Salesforce.com impulsionou essa nova alta. A Google é a líder do mercado de buscas on-line há algum tempo, desafiando a lei da gravidade, mas esse crescimento exponencial cria uma série de dúvidas e questões ao redor do futuro em Moutain View.

Será possível a Google se tornar ainda maior?

De acordo com dados da Hitwise, nas últimas quatro semanas terminadas no dia 2 de junho, a Google registrou 64,8% da audiência em ferramentas de busca, o triplo do seu concorrente mais próximo, a Yahoo!, que obteve 21,7% do tráfego no período. Muitos analistas do mercado – incluindo esse que aqui escreve – teorizam que em algum ponto a Google sofrerá uma saturação natural na questão de organizar a informação presente na internet. Contudo, não existem tendências, tampouco pistas de onde esse ponto se encontra.

Já ponderei sobre a possibilidade do Google perder seu domínio a partir de novas ferramentas competitivas, mas isso ainda não aconteceu. Imaginei que a integração do MSN com o novo Vista pudesse afetar a participação de mercado da Google, mas parece que isso também não acontecerá. O que está acontecendo é um crescimento absurdo e inimaginável, até mesmo para o melhor analista desse mercado, os tentáculos da gigante de Moutain View além de maiores ficam cada vez mais fortes.

Na transição de pronome para verbo a Google passou a ser mais do que uma ferramenta para encontrar informações on-line, rapidamente se transformou na ferramenta padrão de navegação pelos mares mais remotos da internet, substituindo a caixa de endereços dos browser e criando uma nova forma de navegação.

Sim, mas de onde vem essa conclusão?

O segredo para o Google ser a ferramenta padrão de navegação pode ser observado na lista das principais buscas realizadas no site. O termo mais procurado, representa 4% de toda audiência do Google, é a plavra MySpace. De fato, 17 dos 20 termos mais buscados no Google são palavras diretamente relacionadas a outros gigantes da internet como, ebay, Yahoo e mapquest. Incrivelmente o décimo quarto termo mais procurado é a própria palavra Google. Apenas os 3 primeiros termos não são sites conhecidos e sim palavras como: pornografia, pornografia grátis e letras de músicas.

Contudo, com todo esse sucesso, o domínio da Google na internet está limitado a buscas. No mercado de webmail, por exemplo, o Gmail é o quinto colocado muito, mas muito, distante do serviço da Yahoo! que possui um tamanho 12 vezes maior que o Gmail em termos de visitas. O mesmo acontece com plataformas sociais, a presença do Orkut chega a ser patética, o MySpace líder desse mercado é 300 vezes maior que a plataforma do Google. Até mesmo sites informativos como o Google Finance é muito menor que o líder do segmento o Yahoo! Finance. Por isso, não podemos esquecer que a liderança da Google está totalmente restrita a buscas on-line.

A estratégia mais promissora para o crescimento da Google é a aquisição de empresas com potencial junto com o desenvolvimento, em casa, de novas soluções on-line. Um bom exemplo para ilustrar essa estratégia foi a compra do Youtube em outubro de 2006. Depois da aquisição a Google assumiu a liderança do mercado de vídeos on-line. Seus dois serviços juntos representam 51% da audiência na categoria.

Com todos esses pontos a serem levados em consideração, se torna muito difícil arriscar um palpite em relação ao futuro da Google. Unindo ameaças e sucessos só conseguimos observar um crescimento incessante. A pergunta que não consigo responder, ainda, é: Onde essa empresa vai parar, qual caminho vai seguir e quem poderá ameaça-la?

Diego Cox é Editor do
Blog Reflexões Digitais e Analista de Produtos da Globo.com

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O futuro do Feedburner

Afinal o que a Google realmente pretende com a compra do FeedBurner? Certamente essa aquisição está diretamente ligada ao Analytics e ao AdWords/AdSense. A maioria dos blogueiros e sites de conteúdo utilizam as três ferramentas que juntas podem ser complementares e muito mais poderosas.

Dick Costolo, O CEO do FeedBurner, profetizou a três anos atrás: Feeds em RSS são a nova mídia, funciona de forma diferente da Web. “A nova mídia nunca gera dinheiro para uma mídia antiga; gera dinheiro para novos tipos de aplicações”, ele declarou à revista Bussines 2.0 no ano passado. Sem dúvida ele estava certo, basta observarmos quantos dólares em publicidade a Google já perdeu para o FeedBurner.

O negócio, estimado em cerca de 100 milhões de dólares, foi realizado com um foco totalmente publicitário. A Google percebeu a possibilidade de capitalizar em vendas de anuncio a partir do serviço. O FeedBurner vende anúncios em Feeds, um mecanismo web que é utilizado na maioria dos blogs e sites de noticias, entregando headlines, sumários ou até mesmo todo o texto de posts e artigos.

O FeedBurner não distribui feeds apenas; ele os destaca e recombina de várias maneiras. Podemos, por exemplo, pegar dois ou três blogs e inserir em uma mesma conta do FeedBurner, criando um feed único em tempo real. Uma grande funcionalidade do Feedburner é relacionar publicidade aos feeds, essa é uma boa funcionalidade, mas o poder da ferramenta permite muito mais. Imagine se o Google utilizasse sua ferramenta de busca para relacionar vídeos, sites e posts de blogs em um feed.

Do outro lado o FeedBurner também pode auxiliar outro produto da Google, o Analytics. Recentemente, depois da aquisição da empresa Blogbeat, a ferramenta passou a disponibilizar poderosas estatísticas para rastreamento do seu RSS. Juntando essa funcionalidade com o Analytics a Google poderia oferecer uma ferramenta muito mais poderosa, incluindo dados do tráfego via RSS. Dessa forma o FeedBurner permitiria que os blogueiros e editores pudessem observar com mais profundidade como seus usuários consomem seu conteúdo.

De fato depois dessa aquisição a Google entrou para valer no mercado de feeds RSS alarmando a concorrência. Mas sem dúvida editores, blogueiros e anunciantes apreciaram bastante essa compra, apenas uma empresa controlando duas ferramentas muito utilizada pelos mesmo usuários é um bom negócio para ambos os lados.

O que vocês pensam? Essa aquisição irá aumentar o poder da Google na blogosfera?
Diego Cox é Editor do Blog Reflexões Digitais e Analista de Produtos da Globo.com

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A Busca Universal expande as possibilidades publicitárias da Google?

A Google pode até tentar usar palavras marketeiras para tentar explicar a radical mudança ocorrida no coração do seu algoritmo de busca, com o lançamento do “universal search” na semana passada. Mas a verdade, nua e crua, é a expansão de possibilidades publicitárias que esse novo mecanismo é capaz de apresentar.

Com o novo algoritmo de busca, não são mais apenas os dez sites mais relevantes que são disponibilizados na página de resultados de busca. Os resultados agora apresentam artigos de notícias, fotos, listas locais com mapas, livros, imagem e vídeos.

Pode parecer estranho, imagens, vídeos e muito mais nos resultados de sua busca sem nenhum banner publicitário poluindo a página. Mas não é nenhuma maluquice da turma de Moutain View, esses novos recursos da busca do Google – principalmente os recursos gráficos – prometem revolucionar o mercado da publicidade e do marketing dentro das buscas do Google no futuro.

Os resultados de busca são a coluna de sustentação do sucesso da Google, qualquer tipo de material não textual foi restringido pela grande ameaça de frustrar seus usuários e ferir o conceito principal da ferramenta. A missão sempre foi não ser mau e como conseqüência não trair a confiança de seus usuários. Mantendo seus internautas fiéis, clicando nos resultados e algumas vezes em anúncios. Essa é a receita para o crescimento econômico fenomenal da Google.

O grande problema para essa estratégia sempre foi não conseguir atingir os grandes anunciantes – grandes marcas – que preferem anúncios mais elaborados do que as três linhas de texto oferecidas pela Google. A empresa já testou anúncios em vídeo e muitas empresas já utilizam os vídeos postados nos sites da Google para realizar o marketing viral. O marketing viral se transformou em um grande sucesso, se a nova busca seguir esse caminho certamente veremos novas formas de publicidade em vídeos e imagens surgir e, sem dúvida, a Google vai cobrar por isso.

Vídeos e imagens presentes nos resultados de buscas também abrem a porta para a exibição de mais elementos gráficos. Para aqueles que sempre pensaram em ter anúncios gráficos dentro do Google se preparem que estamos perto desse momento.

Tenho lido muitos artigos nos quais os concorrentes da Google declaram que a nova busca universal não tem nada de novo. Sim, isso é verdade. A Google, e seus concorrentes, realmente já efetuam buscas por esse tipo de material há anos, mas nunca os exibiram de uma forma tão clara e direta para seus usuários, como a Google está fazendo agora.

O mais importante nisso tudo é, a Google gora abre novas portas, possibilitando a veiculação de materiais gráficos expandindo o horizonte dos anunciantes. Podem ter certeza além de todas as novas possibilidades publicitárias a gigante de Moutain View demonstra mais uma vez um pioneirismo que será seguido por todas as demais concorrentes do mercado de buscas. Aguardem!


Diego Cox é Editor do Blog Reflexões Digitais e Analista de Produtos da Globo.com

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Google atrás de novas aquisições

A Google tem feito aquisições de grandes empresas nos últimos tempos, contudo continua a interessada em comprar empresas de tecnologia de pequeno porte. Segundo o CEO da empresa esse continua sendo o foco principal nas aquisições em Mountain View.
Eric Schmdit relatou à repórteres na última coletiva de imprensa na sede da Google que a gigante da busca continua interessada na aquisição de grandes empresas, o que aconteceu duas vezes nos últimos meses, mas isso ocorre apenas para preencher lacunas do seu core business.
Ao responder uma pergunta de um repórter, no encontro anual dos acionistas da Google, Eric disse: “Estamos mais confortáveis agora do que há alguns anos atrás para comprar negócios reais. Mas não estamos fazendo isso por razões competitivas. Compramos empresas porque é parte da estratégia de construção do nosso portifólio”. E adicionou: “Creio nossas aquisições aumentaram, mas isso não é nosso objetivo principal e não iremos fazer todos os dias”.
A Google pagou 1,65 bilhões de dólares na compra do Youtube em novembro, até o momento havia sido a maior aquisição da empresa. Depois, no mês passado, comprou por 3,1 bilhões a DoubleClick, empresa que oferece serviços de gerenciamento publicitário.

Schmidt declarou que a empresa continua interessada em comprar empresas de pequeno porte que desenvolvam tecnologias inovadoras, serviços que se integrem com o Google Earth e o Analytics, são estrategicamente chave na política de fusão da empresa. Esse é um excelente cominho para se obter novas tecnologias e engenheiros talentosos.


Diego Cox é Editor do Blog Reflexões Digitais e Analista de Produtos da Globo.com

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Primeiras impressões: O Google Print Ads agora faz parte do AdWords

Como foi anunciado no mês passado a Google está desenvolvendo a versão do AdWords para anúncios impressos. As inscrições para beta users já estão abertas no site Google Print Ads.

O serviço tem como objetivo tornar-se uma nova forma de comprar anúncios em jornais trazendo inovação para todo o processo: planejamento, compra, pagamento, relatórios e preços. O aplicativo terá a cara e o jeito do tradicional AdWords e o anunciante poderá selecionar em qual jornal ou jornais deseja veicular seu anúncio. O usuário também oide esoecificar a data de veiculação, a seção e o tamanho do anúncio.

Jornais como O U.S. Daily, New York Times, Chicago Tribune e LA Times já estão participando do Google Print Ads, a Google prometeu dobrar o número de veículos até o próximo mês. Ainda não existem planos para expansão territorial do produto, mas em breve deve estar chegando em terras brasileiras, visto que o Brasil é um grande consumidor do serviço AdWords.

Os primeiros Screeshots já estão circulando pela internet, e já podemos observar que a interface realmente permite selecionar:

  • O período que os anúncios serão veiculados;
  • Quando o anunciante deseja gastar semanalmente por campanha;
  • Já existe mais de uma centena de jornais cadastrados, é possível consultar o calendário de circulação de cada veículo.

Veja a seguir algumas telas do sistema:


Selecionar Campanha


Selecionar opções da Campanha

Selecionar Jornais



Diego Cox é Editor do Blog Reflexões Digitais e Analista de Produtos da Globo.com

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Como é o desenvolvimento de um novo serviço?

Nos últimos quinze anos, a computação evoluiu muito em termos de hardware e software. O surgimento da multimídia e da Internet gerou um aumento no uso de PCs. Os aplicativos voltados ao uso em empresas, também auxiliaram no aumento do uso de computadores. O desenvolvimento arquitetural de computadores avançou tanto, que o fator custo-benefício está muito melhor.

Com este desenvolvimento, serviços online também avançaram consideravelmente. Os serviços na Internet são praticamente softwares rodando no browser. São tantas as capacidades que linguagens de programação para Web e máquinas virtuais possibilitam, que muitas vezes, apenas o browser nos permite realizar várias tarefas simultaneamente. Exemplo destes avanços são os ótimos serviços oferecidos pelo Google, pelo Yahoo! e por tantas outras empresas do ramo.


Pergunta: Você já imaginou como é a projeção de um novo serviço ou de um novo software para estas grandes empresas do mundo da informática? Vamos para um passo-a-passo.

1. Concepção e Análise: avaliar o “terreno” e as necessidades existentes – Em primeiro lugar, informação. Uma empresa inteligente está sempre antenada nos lançamentos da concorrência, buscando inovações e procurando satisfazer seus clientes da melhor maneira possível.

Levantar as necessidades e decidir pela criação de um novo serviço é o ponto de partida. Aqui surge a criatividade, qualidade essencial para os envolvidos.

2. Projeto: criação da “planta” do novo serviço/software – Parte essencial, o projeto será o guia durante a implementação. Nele estarão especificados as peculiaridades e o comportamento do produto, detalhe por detalhe.

Com tudo devidamente esquematizado em modelos, fica mais viável a separação em partes. Um modelo muito complexo fica humanamente impossível de ser implementado e a solução mais óbvia é a divisão em pequenas partes. Implementando uma a uma, basta juntá-las ao fim e adequar alguns pormenores.

Em seguida, o projetista define ferramentas, linguagens e quaisquer recursos necessários para a implementação.

3. Programação: implementando o projeto – Chegado o momento da implementação, o programador vai codififcar e dar o “sopro da vida” ao projeto. A etapa de programação é igualmente importante e qualquer mudança necessária que não tenha sido especificada no projeto, deverá ser comunicada às partes antecessoras. Todas as alterações deverão fazer parte da documentação do produto.

4. Testes: a famosa fase beta – Uma equipe ou um conjunto seleto de pessoas experimentam o novo produto, encontram bugs, sugerem adição de funções e dão um parecer. Com base nisso, há um aprimoramento do projeto, influenciando na implementação e gerando outra versão para testes.

5. Prototipação: a divisão em previews – Segundo Pressman*, a prototipação “é um processo que capacita o desenvolvedor a criar um modelo do software que será implementado.” Seria como uma pré-visualização do produto.

No mundo dos serviços Web, essa técnica é um pouco diferente. Podemos assumir como primeiro protótipo, a primeira versão Beta lançada. As subseqüentes seriam os novos protótipos. Essa prototipação só tem fim quando o serviço/software deixa de ser Beta.

6. Manutenção: nada dura para sempre – Manutenção é fundamental à vida do produto. Serviços Web e softwares não envelhecem, ficam obsoletos. Adicionar capacidades, corrigir erros básicos ou graves, modificar funções ou reformular interfaces são algumas formas de manutenção.

Como é corriqueiro encontrarmos em noticiários online, no mundo virtual, falhas graves não faltam. Semanalmente são lançados updates para os já difundidos serviços e softwares, muitas vezes recebendo correções urgentes de vulnerabilidades descobertas.

7. Metodologias de Desenvolvimento – Cada empresa tem seu estilo de organização. Seja lá como for, é fundamental que exista um, de fato. Uma empresa que define padrões, agiliza a união das partes e ganha em qualidade e produtividade. Em menos tempo, teremos resultados mais satisfatórios.

Grandes empresas conhecidas da Web seguem padrões próprios de trabalho, envolvendo técnicas procedimentais e organizacionais eficientes. Os resultados? Estão aí para serem vistos e experimentados!

8. Documentação – Um produto sem documentação tende a trazer problemas sérios para o desenvolvedor. Imagine que em uma empresa, novos programadores são contratados a cada mês. Se um destes novos colaboradores precisar prestar manutenção para um produto desenvolvido pela empresa antes de sua chegada nela, basta pegar a documentação, estudá-la e com o conhecimento necessário em recursos como linguagens de programação empregadas, fazer as alterações necessárias. Se essa documentação não existir, tudo fica mais difícil, até mesmo para quem desenvolveu que poderá ter esquecido detalhes importantes de um produto.

Documentação escrita traz a segurança de entendimento para diversas gerações de programadores da empresa. Assim, ela não fica depende de alguns colaboradores. Além do mais, ela pode servir como guia quando direcionada ao usuário final e, no caso de serviços Web, pode ser oferecida também em linguagem acessível, nas Centrais de Ajuda ao consumidor.

Parece simples, mas a complexidade é no mínimo assustadora. Quando utilizamos um software ou serviço, não imaginamos que por trás dele houve um trabalho minucioso e que demandou tempo e conhecimento para torná-lo tão acessível a nós. Quando estudamos e investigamos este “underground”, assustar-se é comum.

*Roger S. Pressmann em seu livro “Engenharia de Software”.

Daniel Fernando Pigatto cursa bacharelado em Ciência da Computação na Universidade Regional Integrada de Erechim/RS, reside na mesma cidade e é editor de dois blogs: Ponto Flutuante – página pessoal, com artigos de classificação geral; e Wekta – página colaborativa voltada ao underground da tecnologia.

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Microsoft prestes a comprar o Yahoo?

Esse é o tipo de rumor bombástico que exige uma análise profunda. Conforme vários sites anunciaram nos últimos dias, a Microsoft parece estar disposta a jogar pesado e adquirir uma das maiores empresas da web por um valor absurdo. Mas para que fazer isso?

Para responder a esta pergunta, é preciso analisar o mercado a fundo. De onde a gigante de Redmond tira seus lucros? Onde a Microsoft é lider? É fácil responder: no mundo dos sistemas operacionais. Ainda que a empresa atue extensivamente nos mais variados cenários, o carro-chefe continua sendo o Windows. Sistema que, em essência, permanece o mesmo desde o lançamento.

Cabe aqui uma pergunta crucial: porque usamos Windows? Certamente não é por conta da qualidade (?), segurança (?) ou eficiência (?) alegadas pela empresa. Não, não mesmo. Usamos Windows porque todo o mundo usa. E desse uso compulsivo desponta um mercado de tecnologia vivo e fechado.

Imagine-se como um desenvolvedor de software prestes a iniciar um projeto e em dúvida quanto ao sistema a ser escolhido. Você olha para o mercado e lá está o Windows: líder, indubitável, com mais de 90% de mercado de desktops. Do outro lado do ringue, toda a sorte de espécies “ameaçadas de extinção”: Pinguins, Leopardos, Tigres… Onde apostar as fichas? No Windows.

Coloque-se, então, na posição do usuário típico. A você, não importa o nome ou a marca do sistema. Só importa que ele atenda às suas necessidades e faça tudo de que você precisa ou venha a precisar. O que você escolhe? Windows. Escolhe pela oferta de aplicativos.

O Windows é o que é devido aos softwares que rodam nele, não ao produto em si. Qualquer ameaça ao ecossistema desenvolvedor-usuário-windows é uma ameaça ao monopólio da Microsoft e a seus milhares de parceiros. E há duas maneiras de se fazer isso:

1. Sun Java

E se vivessemos em um mundo em que qualquer software rodasse em qualquer sistema? É esse o projeto dos engenheiros da Sun: “Escreva uma vez, rode em qualquer lugar”. Nesse caso, cada potencial comprador poderia escolher o sistema que atendesse melhor às suas necessidades. E cada desenvolvedor poderia criar seus aplicativos sem o transtorno de ter que reescrever milhares de linhas de código para cada nova vertente de sistema. Você escolheria Windows, mesmo com alternativas gratuitas que rodam os mesmos programas? Muitas pessoas não.

É por isso que a Microsoft investiu milhões na iniciativa .NET, um sistema “multiplataforma” com alguns recursos inovadores e outros não tão inovadores assim (isto é, um sistema em tese capaz de ser multiplataforma, mas sem nenhuma implementação 100% funcional disso). A idéia é superar a tecnologia da Sun para impedir que os programadores criem softwares que não dependam do sistema da Microsoft (nem de sistema algum).

2. Migração de serviços para a web

É aqui que o Google atua, e prospera em velocidade inacreditável. Também é aqui que se encontra a maior ameaça ao poder da Microsoft. Talvez a maior ameaça que seus executivos tenham enfrentado nos últimos anos.

Cada vez mais, nossas vidas tornam-se online. No mundo todo, cresce a velocidade das conexões e o uso de serviços de internet. Mas afinal, que são esses serviços de internet?

No fundo, são aplicativos. Aplicativos que exercem o mesmo papel de muitos daqueles sobre os quais está erguido o edifício-windows. E fazem tudo isso de forma móvel, segura e colaborativa. Mais do que isso: o fazem independentemente do sistema operacional do usuário. E se o sistema não faz diferença, pra que Windows?

Cada serviço inaugurado nessa nova bolha da web atua como uma pequena dinamite, que explode diretamente nas fundações do modelo de negócios que fez de Bill Gates o homem mais rico do mundo. E só a Google tem dezenas dessas bombas em suas mãos.

Como frear a empresa de tecnologia que mais cresce no mundo e sobrevier à perda de importância de seu principal produto? A primeira solução foi o Windows Live. Só que o Live não pegou. Restou à Microsoft a compra de alguma gigante do setor. As gigantes são Yahoo e Google. E a Google à essa altura é praticamente incomprável.

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Google investe em carro elétrico

A Google através da sua fundação Google.org doou 200 mil dólares para a fundação CalCars.org, um grupo que investe no desenvolvimento de carros elétricos híbridos recarregáveis na tomada.

Os carros híbridos “plugáveis” na tomada são veículos que podem ter suas baterias recarregadas a partir de um simples interruptor elétrico caseiro. Devido aos conhecidos interesses petrolíferos a indústria automoblística desenvolve vagarosamente essa tecnologia. As empresas PG&E e a GM planejam colocar esse tipo de automóvel no mercado daqui dois anos, a japonesa Toyota já lançou o seu modelo, o Prius.
Felix Kramer, o senhor da foto ao lado e fundador da CalCars, é a pessoa que já dirige um carro elétrico pelas ruas de Palo Alto, na Califórnia. Segundo ele a doação feita pela Google veio sete meses após o jornal New York Times ter revelado a intenção da gigante de Moutain View em investir nessa experiência.

Contudo, isso tudo é uma especulação e nenhuma fonte fornece material concreto para garantir que a Google estaria diversificando seu negócio para dentro da indústria automobilística, existem provas concretas apenas de que a empresa de Moutain View estaria entrando no mercado de hardware para telefones móveis.

Fontes iternas da Google garantem que a empresa não pretende entrar como player nesse mercado mas apóia completamente a iniciativa de Kramer, os fundadores da Google Larry Page e Sergey Brin recentemente adquiriram um Toyata Prius, um modelo de automóvel híbrido.
Quem quiser acompanhar as novidades do setor pode acompanhar o arquivo de noticias da CalCars, ou o blog de Kramer.
Diego Cox é Editor do Blog Reflexões Digitais e Analista de Produtos da Globo.com

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Continua a batalha judicial entre Google e Viacom

A acusação de violação das leis que protegem os direitos autorais feitas pela Viacom contra a Google e o Youtube ataca diretamente o principal conceito de como funciona a internet, segundo declaração oficial feita ontem, pelos advogados da empresa, na corte federal americana.
Respondendo ao processo aberto pela Viacom – solicitando mais de um bilhão de dólares em indenizações – a líder do mercado de buscas on-line repudiou todas as acusações, incluindo a que declara que o Youtube está engajado em práticas de proliferação massiva e intencional de vídeos com direitos autorais reservados.
“Procurando tornar os criadores e aqueles que hospedam conteúdo em culpados, as acusações da Viacom ameaçam centenas de milhões de usuários que trocam, legitimamente, informações e notícias, além de expressões políticas e artísticas.”, foi a resposta da Google para a acusação feita pela Viacom no dia 13 de março.
A Google pede que o processo seja levado a um júri para responder na justiça as acusações feitas pelo conglomerado de mídia, de acordo com documentos anexados ao processo na última segunda-feira.
Esperando por uma grande batalha judicial a Google já está montando um time da pesada para defender seus interesses.
O primeiro a integrar a equipe de defensores foi o renomado advogado Philip Beck, que defendeu o presidente americano George W. Bush nas eleições de 2000 quando houve a acusação de uma possível fraude eleitoral na Florida. Beck também defendeu a gigande da indústria farmacêutica Merck, no caso do Vioxx. Wilson Sonsini, um advogado da melhor empresa jurídica do Vale do Silício, também integra o time. Segundo o porta voz da empresa outros advogados serão contratados para defender a empresa nessa causa específica.
A lei de proteção dos direitos autorais americana que regula a internet é a “Digital Millennium Copyright Act (DMCA)”, criada em 1998. Essa lei limita os direitos dos serviços na internet, em veicular materiais de terceiros que estejam protegidos pela lei dos direitos autorais. Segundo a lei sites que sejam avisados pelos proprietários legais do conteúdo devem rapidamente bloquear o acesso ao material que esteja infringindo o regulamento.
Durante esses controversos nove anos de existência, o DMCA tem o papel de definir a lei dos direitos autorais na era digital, oferecendo um mecanismo de defesa para as empresas de internet que se envolvam em batalhas judiciais ou sejam acusadas de pirataria.
“A Google e o Youtube respeitam a importância da proteção aos direitos autorais e não se limitam em apenas cumprir a lei, mas sim ajudar a aprimora-la e desenvolve-la.”, declarou a Google na sua resposta judicial a Viacom.
Contudo o porta-voz da Viacom contesta: “Essa resposta ignora o fato mais importante da acusação, onde é citado que o Youtube não está preparado para trabalhar de acordo com a DMCA”.
Segundo Michael Kwun, consultor da Google para assuntos jurídicos, a empresa de Moutain View já disponibiliza ferramentas para as empresas denunciarem vídeos “pirata”, mas não garante o quando a Google irá disponibilizar ferramentas que ajudem os proprietários protegerem seus direitos na internet.
A Google guarda cartas na manga e pretende usá-las; citando uma série de decisões a favor da Amazon.com e do eBay, nas quais essas empresas utilizaram o DMCA para se livrarem de acusações de violação dos direitos autorais presente em conteúdo gerado por terceiros.
Ainda segundo Kwun, ambas as equipes jurídicas de ambas as empresa têm se comunicado nas últimas semanas, contudo parece que não se chegará a um acordo fora dos tribunais. Já o CEO da Google, Eric Schmidt, tem declarado nas suas entrevistas que o caso depende de “negociações táticas” para se solucionado.
“Essa lei (a DMCA) nunca deveria ser quebrada, achamos que a Viacom irá chegar a mesma conclusão.”, completa Kwun. O próximo round será julgamento na corte de Manhattan dirigido pelo juiz Louis Stanton, no dia 27 de julho.
Quem levará a melhor?

Diego Cox é Editor do Blog Reflexões Digitais e Analista de Produtos da Globo.com

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Enquanto a Yahoo! erra a Google acerta

Depois do anúncio dos balanços financeiros da Yahoo! e Google, semana passada, muitos analistas tentam explicar o enorme contraste entre as duas maiores empresas de busca do mercado.
A Yahoo! obteve um faturamento de 1,67 bilhão de dólares, menos que a metade do faturamento da Google que atingiu os 3,66 bilhões. Mais uma vez a Google superou as expectativas de Wall Street reacendendo a dúvida de até quando o CEO da Yahoo!, Terry Semel, permanecerá liderando a empresa.
Esse resultado demonstra a distância entre as duas empresas, há dois anos o panorama era totalmente diferente: Ambas as empresas possuíam uma receita similar, a luta era para dominar o mercado da Internet e o mercado duvidava que uma empresa desorganizada como a Google aparentava ser, pudesse competir com uma Yahoo! dirigida por Terry Semel, um experiente executivo da industria do entretenimento que imprimiu suas mãos na cobiçada calcada da fama de Hollywood.
“A Google tem um carro de corrida. A Yahoo! um carro de passeio. A equipe da Google está sempre aprimorando seus algoritmos, não vejo nenhum caminho para a Yahoo! reduzir esse abismo rapidamente.”, declarou Stephen Arnold o autor de “The Google Legacy (O Legado da Google)”.
Então, o que houve? Uma série de fatores e decisões pessoais, dos executivos da empresa, influenciaram diretamente na disparada da Google. Muitos especialistas crêem que a maior influência para tudo que está acontecendo é: Uma aposta inteligente em publicidade e tecnologia feita pelo pessoal da Google contra uma aposta mal feita por um império da mídia que foi realizada fora dos escritórios da Yahoo!, em Santa Mônica, Califórnia, e perto da indústria de entretenimento, longe demais da Vale do Silício para garantir uma unidade nas intenções e objetivos do produto.
Segundo John Battele, autor do livro “The Search (A Busca)” e grande conhecedor da Google, a Yahoo! não se preocupou com algumas áreas chaves nos últimos anos. “Eles não revisaram e atualizaram. Pensaram que a aquisição da Overture iria resolver todos os problemas da empresa, assim falharam em implantar uma experiência de qualidade para seus usuários e anunciantes. Agora temos a consciência que isso foi um erro, além de estar provado que foi um erro de alto custo”.
Do outro lado, a Google reconheceu o potencial dos anúncios pagos por cliques cedo e implementou a tecnologia para utilizar em todas as suas ferramentas e sites de terceiros espalhados por toda a internet, além de apostar pesado na busca como meio de organizar toda a web. Os americanos realizaram 6,9 bilhões de buscas em Fevereiro e algo próximo da metade foi realizada no site da Google, segundo dados da ComScore. A Google domina o mercado de busca com 48,3% da audiência, a Yahoo! atinge 25,5% do internautas, uma pesquisa recente da Nielsen/NetRatings aponta que essa diferença chegará, até o final do ano, em 55,8% para a Google contra 20,7% da Yahoo!
As ações da Google estão cada vez mais bem cotadas, no último ano houve uma valorização de 6,1%, enquanto os papeis da Yahoo! caíram 0,6% e os da Microsoft 1.1%, como demonstram os números divulgados pela ComScore.
Não foi somente a demora da Yahoo! em reconhecer a importância da busca para os internautas – algo que parece óbvio para muitos analistas –, mas sim a falta de habilidade em transformar buscas em dólares. Até o lançamento do novo sistema de gerenciamento publicitário, o Panamá, em Fevereiro desse ano os anúncios veiculados na Yahoo! eram classificados pela relevância e não pelo valor pago pelo anunciante.
Assim a Google lidera o mercado de publicidade em busca atraindo um grande número de anunciantes que utilizam seu sistema, o AdWords. O AdSense, sistema que permite aos editores de sites ganharem dinheiro com anúncios contextuais vendidos pela Google, criou outra fonte de receita para a empresa de Moutain View.
Como a Google e a Yahoo! chegaram até aqui?
A Yahoo! foi fundada em 1995, três anos antes da Google, quando foi lançada seu diretório era alimentado por esforço humano. A Google sempre indexou suas páginas através de spiders e crawlers. Difícil de acreditar, mas a Yahoo! investiu na Google e utilizou seu sistema de busca para melhorar os resultados nas paginas da Yahoo! até o inicio de 2004 quando começou a utilizar sua própria ferramenta de busca.
Os fundadores da Google, Larry Page e Serger Brin, não tinha certeza do modelo de negócios que utilizariam quando criaram a empresa. Depois de conhecerem e negociarem com a Overture – primeiro sistema de anúncios em resultados de busca – em 2001 a Google lançou seu próprio sistema de publicidade paga por clique no inicio de 2002. A Overture até acusou a Google de infringir sua patente, mas foi tarde, pois a Google também patenteou seu sistema, a Yahoo! comprou a Overture em 2003.
Com exceção de um quadrimestre em 2003, a receita da Yahoo sempre superou a da Google, em 2005 isso mudou, a Google obteve uma receita de 1,26 bilhões de dólares contra 1.17 bilhões da Yahoo! no período, a partir daí o abismo entre as duas gigantes apenas aumentou.

Apesar de parecidas, ambas as empresas sempre tiveram diferenças culturais, comerciais e conceituais bem definidas. A Yahoo! apostou na sua experiência, a Google na inovação. Terry Semel na sua prepotência acreditou que a Google era apenas mais um “buzz” do mercado e logo cairia no esquecimento, errou. Esse erro poderá custar seu emprego, reputação e o futuro da Yahoo!

Diego Cox é Editor do Blog Reflexões Digitais e Analista de Produtos da Globo.com

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E se sua Conta Google fosse excluída ou roubada?

O que é uma Conta do Google?

Conta do Google é um nome de usuário que você utiliza para acessar grande parte dos serviços da empresa. Na página do Google encontramos uma definição formal:

A conta do Google permite que você tenha acesso a vários serviços do Google, como a página inicial personalizada, os Grupos do Google, os Alertas do Google, a Lista de compras do Froogle e a Pesquisa personalizada. Se tiver usado algum desses serviços anteriormente, você já tem uma conta do Google. Se tiver uma conta do Gmail, você poderá usar seu nome de usuário e senha do Gmail para acessar sua conta do Google. [Mais]

Já imaginou?

Para muitos, perder sua Conta Google seria como perder um rim, 80% da atividade ou metade dos movimentos do corpo. Para outros, não passaria de uma brincadeira indo por “água abaixo”.

Exageros e brincadeiras à parte, perder uma Conta Google é hoje, para muita gente, perder grande parte de sua existência na Internet. Perceba quanta informação um usuário pode estar deixando nas mãos de uma única empresa: Gmail é um dos maiores serviços de Webmail, Orkut é a maior rede social do Brasil, Reader é um dos mais utilizados agregadores de feeds, Calendar está se popularizando, Docs & Spreadsheets já conquistou muitos adeptos, Blogger foi integrada à Conta, Analytics têm importante função para donos de páginas na Internet, e assim por diante. Tudo está unificado, o que nos traz um risco: descuidar no acesso a um serviço, pode custar o acesso a todos os demais.

Unificação de serviços: o bem em que todo cuidado é pouco!

O conceito de unificar todos os serviços foi uma idéia interessante que otimizou nossas experiências na Web. Fica muito mais fácil trabalhar no Docs, fazer rápidas anotações no Notebook e tranferí-las ao Docs, manter-se conectado com os amigos pelo Talk, sendo avisado da chegada de novos e-mails ou novos recados no Orkut, podendo respondê-los com um ou dois cliques, por exemplo.

Em contrapartida, sofrer o ataque de alguma pessoa mal-intencionada ou deletar acidentalmente a Conta Google, custaria a perda de todas as atividades em serviços Google. Tente imaginar o tamanho do desastre.

O que fazer para prevenir?

Dividir as tarefas em contas é uma solução, mas traz complicações no caso da integração. Uma idéia que venho pensando em utilizar, é o encaminhamento para outra(s) conta(s), seja no Google, no Yahoo! ou em qualquer outro serviço de Webmail, criando uma espécie de backup. Parece difícil, mas com o recurso de filtros do Gmail, encaminhar todos os e-mails para outra Conta não seria tão trabalhoso.

E quanto aos demais serviços? Minha idéia soluciona o caso dos e-mails, mas para os demais serviços, o negócio complica. E a saída parece mesmo ser o cuidado extremo. Siga estas dicas:

  • Encare sua Conta no Google como uma conta no banco.
  • Utilize senhas seguras, que não tenham significado óbvio.
  • Altere-a periodicamente e cuide-se ao acessar em locais públicos.
  • Não acredite em qualquer link que encontrar, principalmente de pessoas desconhecidas em Messengers, Redes Sociais ou e-mails.

Cautela continua sendo a mais eficaz forma de manter seus dados íntegros. Vale fazer um esforço para não “falecer virtualmente”.

Como o Google trata Dados Pessoais de seus Usuários

Já nos questionamos muito acerca da questão de confiar todos nossos dados ao gigante de Mountain View. Ao analisarmos o Centro de Privacidade podemos perceber que o compromisso deles é claro:

  • Nós podemos utilizar informação pessoal para fornecer os serviços que você pediu, incluindo os serviços que exibem conteúdo personalizado e propaganda.
  • Nós também podemos utilizar informação pessoal para auditoria, pesquisa e análise para operar e melhorar as tecnologias e serviços do Google.
  • Nós podemos compartilhar informação agregada não-pessoal com terceiros fora do Google.

Podemos concluir que os dados pessoais de cada usuário estão protegidos e só serão utilizados para melhorar os serviços para ele mesmo. Informações dadas a terceiros são dados não-pessoais, que jamais comprometerão suas atividades. Lembre-se, por exemplo, de quando autoridades brasileiras tentaram obrigar o Google a revelar dados de usuários do Orkut. A luta foi longa e no fim os dados revelados eram apenas de infratores de leis, e um canal de comunicação foi criado para facilitar o contato do Ministério Público brasileiro com o Google.

Entrando em Contato com o Google

Por outro lado, apesar de conhecermos a empresa como modelo de organização para se trabalhar, entrar em contato com eles é um tanto quanto difícil. Busquei informações de contato para simular que perdi uma Conta no Google. Encontrei este formulário e preenchi, sendo direto e breve, mas o retorno foi uma resposta automática dizendo que eles não entrarão em contato comigo e sugerindo que eu utilize a FAQ deles.

Na FAQ encontrei um e-mail para contato: help@google.com. Enviei um e-mail pedindo as mesmas informações e a resposta automática que recebi dizia que eles só respondem e-mails enviados pelo formulário supra-citado.

Busquei a Ajuda de Contas do Google e, novamente, nada de informações a respeito de contas roubadas. Será que existe alguma forma de realizar um trabalho com os atendentes do Google para tentar recuperar uma conta roubada ou deletada por vandalismo? Aí me ocorreu de analisar como deve ser o desespero de alguém que confiou importantes dados à empresa e por descuido os perdeu.

Uma implementação necessária que o Google deveria pôr em prática o quanto antes, seria uma forma de fazer backup de dados de uma conta para um disco. Um mecanismo poderia ser criado e ficaria a cargo do usuário realizá-lo periodicamente, já que na Central de Ajuda só encontramos dicas de segurança.

Neste trecho da seção Acesso e atualização de informação pessoal, da Política de Privadidade temos algo sobre os backups internos que o Google realiza:

Nós solicitamos aos usuários individuais para se identificarem e a informação solicitada para ser acessada, corrigida, ou removida antes de processar tais solicitações, nós nos ressalvamos o direito de recusar processar as solicitações que são repetitivas ou sistemáticas sem motivo, que requeiram esforço técnico desproporcional, por em risco a privacidade de outros, ou ser extremamente não-prático (por exemplo, solicitações referentes a informações que ficam em fitas de backup), ou para cujo acesso não é solicitado de outra forma.

Encontrado um ponto fraco no atendimento ao usuário por parte do Google. Talvez melhorias sejam efetuadas, uma vez que segurança está se tornando o principal foco da Web atualmente.

Para você, como seria ter sua Conta Google deletada ou roubada?

Daniel Fernando Pigatto cursa bacharelado em Ciência da Computação na Universidade Regional Integrada de Erechim/RS, reside na mesma cidade e é editor de dois blogs: Ponto Flutuante – página pessoal, com artigos de classificação geral; e Wekta – página colaborativa voltada ao underground da tecnologia.

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Eu também quero trabalhar no Google!

Todos já estão cansados de ler e ouvir falar do sucesso extraordinário alcançado pelo Google em tão pouco tempo, sem falar nas vantagens que ele trouxe e continua trazendo. Alguns analistas afirmam que a empresa poderá bater a Microsoft num futuro bem próximo. Não descarta-se a possibilidade, mas de certo modo, apesar de a Microsoft ter diversos pontos fracos, seria uma batalha demorada. Basta analisar o quase monopólio da empresa de Bill Gates para perceber.
É comum encontrarmos pela Web, fotos das instalações da Googleplex, sede do Google em Mountain View-CA, com uma comodidade exclusiva e uma beleza ímpar. Além disso, as vantagens oferecidas aos funcionários e a forma empolgante de trabalho tornam aquele ambiente mais atrativo ainda.

Pergunta: Você gostaria de trabalhar no Google?

Para muita gente, hoje, a resposta é SIM. Um sonho possível e considerável para quem curte as novidades quase diárias lançadas pela empresa e adoraria fazer parte do time. Mas para um certo brasileiro, trabalhar no Google não é apenas um sonho, já é objetivo. E há alguns dias ele está fazendo o possível para ser percebido pela empresa, em seu site.

Fábio Ricotta, 21 anos, morador de Itajubá-MG, está cursando Ciência da Computação na Universidade Federal de Itajubá e quer a todo custo entrar no Google para trabalhar. Em uma auto-entrevista, ele explica que sempre quis trabalhar no Google e que, ao enviar seu currículo, não poderia ser “apenas mais um”, precisava ser original, diferente. A criação de um site foi a melhor forma que ele encontrou de fazer uso do recurso PageRank, o grande segredo da empresa.

O estudante contou com ajuda de alguns amigos para divulgação de seu sonho e garante que vai ser a pessoa mais feliz se conseguir uma vaga. Ele deixa claro, também, que não se importa de passar horas em frente ao computador trabalhando exaustivamente. Uma das perguntas da entrevista foi Por quê trabalhar no Google?. “Foi cativante saber como o Google criou o mecanismo de busca. É uma complexidade tão grande que parece ser algo de outro mundo. Imagine só, digitar uma palavra e pronto! Tudo relacionado ao seu alcance. Com certeza, isso me cativou tanto que eu estou desenvolvendo o meu próprio sistema de busca.”, respondeu Fábio.

Para quem almeja uma vaga dessas, vale a pena ler a matéria sobre como se tornar um engenheiro do Google, escrita por uma repórter do IDG Now! que foi até Belo Horizonte conhecer o Centro Tecnológico da empresa, a convite do Google.

Diante de tudo o que sabemos sobre a melhor empresa do mundo para se trabalhar, o Fábio não é o único prestes a fazer loucuras para pôr o pé na Googleplex. Eu também adoraria ter esse privilégio. E você?

Daniel Fernando Pigatto cursa bacharelado em Ciência da Computação na Universidade Regional Integrada de Erechim/RS, reside na mesma cidade e é editor de dois blogs: Ponto Flutuante – página pessoal, com artigos de classificação geral; e Wekta – página colaborativa voltada ao underground da tecnologia.

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