Google pronta para dominar o mercado da publicidade convencional

Pelo que parece a intenção de se tornar uma mega agência de publicidade está cada vez concreta em Moutain View. Foi anunciada ontem a contratação de Andy Berndt, vice-presidente da famosa agencia Ogilvy e Mather´s, que irá dirigir o novo departamento dedicado ao relacionamento da Google junto a agências de publicidade e marketing, assim como com empresas do ramo do entretenimento (veículos de mídia).

Andy Berndt era vice-presidente da agencia desde maio, antes ocupava o cargo de diretor geral desde 2006. Brendt acumula muita experiência tanto na área de criação quanto na área de planejamento. Dessa forma os executivos de Moutain View esperam que Andy implante várias inovações dentro da metodologia publicitária da empresa. Andy Brendt realizou diversos trabalhos importantes dentro da Ogilvy, anunciantes como a Microsoft e Nike passaram pelas mãos de Brendt que é o criador da campanha “Think Different” da Apple.

Todos os olhos sobre a Google

A Google nunca escondeu seu desejo de penetrar e dominar o mercado publicitário, na sua vertente on-line a empresa demonstra sua capacidade de reinventar a propaganda a tornando viável para anunciantes de pequeno e médio porte. A intenção da empresa é implantar o AdWords e o AdSense em todos os meios de mídia, seja ele on-line ou off-line.

Mas foi em 2006 que a empresa de Moutain View começou a apostar pesado no segmento. Muitos profissionais do mercado da publicidade tradicional foram incorporados ao quadro da Google com o objetivo de iniciar trabalhos de consultoria e criação para os anunciantes. Mas não é somente a Google que aposta nesse mercado, a Microsoft investiu seis bilhões de dólares para comprar a aQuantive e fundar o seu departamento de publicidade.

Essa expansão do mercado on-line sobre o solo publicitário é totalmente natural e previsível. Desde que a internet surgiu comercialmente as grandes empresas do segmento atuam praticamente isoladas das tradicionais agencias. De fato, torna-se muito mais interessante e econômico para o anunciante trabalhar com apenas um fornecedor.

A dúvida que permanece é até onde essas gigantes da tecnologia vão penetrar no território das agências e, até quando as agencias vão assistir essa invasão de braços cruzados. Será que em um futuro próximo assistiremos aquisições de grandes agências tradicionais pelas gigantes da tecnologia on-line?

Diego Cox é Editor do Blog Reflexões Digitais e Analista de Produtos Sênior da Globo.com

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O céu é o limite?

Na última quinta-feira o valor das ações da Google bateram um novo recorde, US$ 518,84, o anúncio da parceria com a Salesforce.com impulsionou essa nova alta. A Google é a líder do mercado de buscas on-line há algum tempo, desafiando a lei da gravidade, mas esse crescimento exponencial cria uma série de dúvidas e questões ao redor do futuro em Moutain View.

Será possível a Google se tornar ainda maior?

De acordo com dados da Hitwise, nas últimas quatro semanas terminadas no dia 2 de junho, a Google registrou 64,8% da audiência em ferramentas de busca, o triplo do seu concorrente mais próximo, a Yahoo!, que obteve 21,7% do tráfego no período. Muitos analistas do mercado – incluindo esse que aqui escreve – teorizam que em algum ponto a Google sofrerá uma saturação natural na questão de organizar a informação presente na internet. Contudo, não existem tendências, tampouco pistas de onde esse ponto se encontra.

Já ponderei sobre a possibilidade do Google perder seu domínio a partir de novas ferramentas competitivas, mas isso ainda não aconteceu. Imaginei que a integração do MSN com o novo Vista pudesse afetar a participação de mercado da Google, mas parece que isso também não acontecerá. O que está acontecendo é um crescimento absurdo e inimaginável, até mesmo para o melhor analista desse mercado, os tentáculos da gigante de Moutain View além de maiores ficam cada vez mais fortes.

Na transição de pronome para verbo a Google passou a ser mais do que uma ferramenta para encontrar informações on-line, rapidamente se transformou na ferramenta padrão de navegação pelos mares mais remotos da internet, substituindo a caixa de endereços dos browser e criando uma nova forma de navegação.

Sim, mas de onde vem essa conclusão?

O segredo para o Google ser a ferramenta padrão de navegação pode ser observado na lista das principais buscas realizadas no site. O termo mais procurado, representa 4% de toda audiência do Google, é a plavra MySpace. De fato, 17 dos 20 termos mais buscados no Google são palavras diretamente relacionadas a outros gigantes da internet como, ebay, Yahoo e mapquest. Incrivelmente o décimo quarto termo mais procurado é a própria palavra Google. Apenas os 3 primeiros termos não são sites conhecidos e sim palavras como: pornografia, pornografia grátis e letras de músicas.

Contudo, com todo esse sucesso, o domínio da Google na internet está limitado a buscas. No mercado de webmail, por exemplo, o Gmail é o quinto colocado muito, mas muito, distante do serviço da Yahoo! que possui um tamanho 12 vezes maior que o Gmail em termos de visitas. O mesmo acontece com plataformas sociais, a presença do Orkut chega a ser patética, o MySpace líder desse mercado é 300 vezes maior que a plataforma do Google. Até mesmo sites informativos como o Google Finance é muito menor que o líder do segmento o Yahoo! Finance. Por isso, não podemos esquecer que a liderança da Google está totalmente restrita a buscas on-line.

A estratégia mais promissora para o crescimento da Google é a aquisição de empresas com potencial junto com o desenvolvimento, em casa, de novas soluções on-line. Um bom exemplo para ilustrar essa estratégia foi a compra do Youtube em outubro de 2006. Depois da aquisição a Google assumiu a liderança do mercado de vídeos on-line. Seus dois serviços juntos representam 51% da audiência na categoria.

Com todos esses pontos a serem levados em consideração, se torna muito difícil arriscar um palpite em relação ao futuro da Google. Unindo ameaças e sucessos só conseguimos observar um crescimento incessante. A pergunta que não consigo responder, ainda, é: Onde essa empresa vai parar, qual caminho vai seguir e quem poderá ameaça-la?

Diego Cox é Editor do
Blog Reflexões Digitais e Analista de Produtos da Globo.com

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O futuro do Feedburner

Afinal o que a Google realmente pretende com a compra do FeedBurner? Certamente essa aquisição está diretamente ligada ao Analytics e ao AdWords/AdSense. A maioria dos blogueiros e sites de conteúdo utilizam as três ferramentas que juntas podem ser complementares e muito mais poderosas.

Dick Costolo, O CEO do FeedBurner, profetizou a três anos atrás: Feeds em RSS são a nova mídia, funciona de forma diferente da Web. “A nova mídia nunca gera dinheiro para uma mídia antiga; gera dinheiro para novos tipos de aplicações”, ele declarou à revista Bussines 2.0 no ano passado. Sem dúvida ele estava certo, basta observarmos quantos dólares em publicidade a Google já perdeu para o FeedBurner.

O negócio, estimado em cerca de 100 milhões de dólares, foi realizado com um foco totalmente publicitário. A Google percebeu a possibilidade de capitalizar em vendas de anuncio a partir do serviço. O FeedBurner vende anúncios em Feeds, um mecanismo web que é utilizado na maioria dos blogs e sites de noticias, entregando headlines, sumários ou até mesmo todo o texto de posts e artigos.

O FeedBurner não distribui feeds apenas; ele os destaca e recombina de várias maneiras. Podemos, por exemplo, pegar dois ou três blogs e inserir em uma mesma conta do FeedBurner, criando um feed único em tempo real. Uma grande funcionalidade do Feedburner é relacionar publicidade aos feeds, essa é uma boa funcionalidade, mas o poder da ferramenta permite muito mais. Imagine se o Google utilizasse sua ferramenta de busca para relacionar vídeos, sites e posts de blogs em um feed.

Do outro lado o FeedBurner também pode auxiliar outro produto da Google, o Analytics. Recentemente, depois da aquisição da empresa Blogbeat, a ferramenta passou a disponibilizar poderosas estatísticas para rastreamento do seu RSS. Juntando essa funcionalidade com o Analytics a Google poderia oferecer uma ferramenta muito mais poderosa, incluindo dados do tráfego via RSS. Dessa forma o FeedBurner permitiria que os blogueiros e editores pudessem observar com mais profundidade como seus usuários consomem seu conteúdo.

De fato depois dessa aquisição a Google entrou para valer no mercado de feeds RSS alarmando a concorrência. Mas sem dúvida editores, blogueiros e anunciantes apreciaram bastante essa compra, apenas uma empresa controlando duas ferramentas muito utilizada pelos mesmo usuários é um bom negócio para ambos os lados.

O que vocês pensam? Essa aquisição irá aumentar o poder da Google na blogosfera?
Diego Cox é Editor do Blog Reflexões Digitais e Analista de Produtos da Globo.com

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Primeiras impressões: O Google Print Ads agora faz parte do AdWords

Como foi anunciado no mês passado a Google está desenvolvendo a versão do AdWords para anúncios impressos. As inscrições para beta users já estão abertas no site Google Print Ads.

O serviço tem como objetivo tornar-se uma nova forma de comprar anúncios em jornais trazendo inovação para todo o processo: planejamento, compra, pagamento, relatórios e preços. O aplicativo terá a cara e o jeito do tradicional AdWords e o anunciante poderá selecionar em qual jornal ou jornais deseja veicular seu anúncio. O usuário também oide esoecificar a data de veiculação, a seção e o tamanho do anúncio.

Jornais como O U.S. Daily, New York Times, Chicago Tribune e LA Times já estão participando do Google Print Ads, a Google prometeu dobrar o número de veículos até o próximo mês. Ainda não existem planos para expansão territorial do produto, mas em breve deve estar chegando em terras brasileiras, visto que o Brasil é um grande consumidor do serviço AdWords.

Os primeiros Screeshots já estão circulando pela internet, e já podemos observar que a interface realmente permite selecionar:

  • O período que os anúncios serão veiculados;
  • Quando o anunciante deseja gastar semanalmente por campanha;
  • Já existe mais de uma centena de jornais cadastrados, é possível consultar o calendário de circulação de cada veículo.

Veja a seguir algumas telas do sistema:


Selecionar Campanha


Selecionar opções da Campanha

Selecionar Jornais



Diego Cox é Editor do Blog Reflexões Digitais e Analista de Produtos da Globo.com

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Google investe em carro elétrico

A Google através da sua fundação Google.org doou 200 mil dólares para a fundação CalCars.org, um grupo que investe no desenvolvimento de carros elétricos híbridos recarregáveis na tomada.

Os carros híbridos “plugáveis” na tomada são veículos que podem ter suas baterias recarregadas a partir de um simples interruptor elétrico caseiro. Devido aos conhecidos interesses petrolíferos a indústria automoblística desenvolve vagarosamente essa tecnologia. As empresas PG&E e a GM planejam colocar esse tipo de automóvel no mercado daqui dois anos, a japonesa Toyota já lançou o seu modelo, o Prius.
Felix Kramer, o senhor da foto ao lado e fundador da CalCars, é a pessoa que já dirige um carro elétrico pelas ruas de Palo Alto, na Califórnia. Segundo ele a doação feita pela Google veio sete meses após o jornal New York Times ter revelado a intenção da gigante de Moutain View em investir nessa experiência.

Contudo, isso tudo é uma especulação e nenhuma fonte fornece material concreto para garantir que a Google estaria diversificando seu negócio para dentro da indústria automobilística, existem provas concretas apenas de que a empresa de Moutain View estaria entrando no mercado de hardware para telefones móveis.

Fontes iternas da Google garantem que a empresa não pretende entrar como player nesse mercado mas apóia completamente a iniciativa de Kramer, os fundadores da Google Larry Page e Sergey Brin recentemente adquiriram um Toyata Prius, um modelo de automóvel híbrido.
Quem quiser acompanhar as novidades do setor pode acompanhar o arquivo de noticias da CalCars, ou o blog de Kramer.
Diego Cox é Editor do Blog Reflexões Digitais e Analista de Produtos da Globo.com

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Continua a batalha judicial entre Google e Viacom

A acusação de violação das leis que protegem os direitos autorais feitas pela Viacom contra a Google e o Youtube ataca diretamente o principal conceito de como funciona a internet, segundo declaração oficial feita ontem, pelos advogados da empresa, na corte federal americana.
Respondendo ao processo aberto pela Viacom – solicitando mais de um bilhão de dólares em indenizações – a líder do mercado de buscas on-line repudiou todas as acusações, incluindo a que declara que o Youtube está engajado em práticas de proliferação massiva e intencional de vídeos com direitos autorais reservados.
“Procurando tornar os criadores e aqueles que hospedam conteúdo em culpados, as acusações da Viacom ameaçam centenas de milhões de usuários que trocam, legitimamente, informações e notícias, além de expressões políticas e artísticas.”, foi a resposta da Google para a acusação feita pela Viacom no dia 13 de março.
A Google pede que o processo seja levado a um júri para responder na justiça as acusações feitas pelo conglomerado de mídia, de acordo com documentos anexados ao processo na última segunda-feira.
Esperando por uma grande batalha judicial a Google já está montando um time da pesada para defender seus interesses.
O primeiro a integrar a equipe de defensores foi o renomado advogado Philip Beck, que defendeu o presidente americano George W. Bush nas eleições de 2000 quando houve a acusação de uma possível fraude eleitoral na Florida. Beck também defendeu a gigande da indústria farmacêutica Merck, no caso do Vioxx. Wilson Sonsini, um advogado da melhor empresa jurídica do Vale do Silício, também integra o time. Segundo o porta voz da empresa outros advogados serão contratados para defender a empresa nessa causa específica.
A lei de proteção dos direitos autorais americana que regula a internet é a “Digital Millennium Copyright Act (DMCA)”, criada em 1998. Essa lei limita os direitos dos serviços na internet, em veicular materiais de terceiros que estejam protegidos pela lei dos direitos autorais. Segundo a lei sites que sejam avisados pelos proprietários legais do conteúdo devem rapidamente bloquear o acesso ao material que esteja infringindo o regulamento.
Durante esses controversos nove anos de existência, o DMCA tem o papel de definir a lei dos direitos autorais na era digital, oferecendo um mecanismo de defesa para as empresas de internet que se envolvam em batalhas judiciais ou sejam acusadas de pirataria.
“A Google e o Youtube respeitam a importância da proteção aos direitos autorais e não se limitam em apenas cumprir a lei, mas sim ajudar a aprimora-la e desenvolve-la.”, declarou a Google na sua resposta judicial a Viacom.
Contudo o porta-voz da Viacom contesta: “Essa resposta ignora o fato mais importante da acusação, onde é citado que o Youtube não está preparado para trabalhar de acordo com a DMCA”.
Segundo Michael Kwun, consultor da Google para assuntos jurídicos, a empresa de Moutain View já disponibiliza ferramentas para as empresas denunciarem vídeos “pirata”, mas não garante o quando a Google irá disponibilizar ferramentas que ajudem os proprietários protegerem seus direitos na internet.
A Google guarda cartas na manga e pretende usá-las; citando uma série de decisões a favor da Amazon.com e do eBay, nas quais essas empresas utilizaram o DMCA para se livrarem de acusações de violação dos direitos autorais presente em conteúdo gerado por terceiros.
Ainda segundo Kwun, ambas as equipes jurídicas de ambas as empresa têm se comunicado nas últimas semanas, contudo parece que não se chegará a um acordo fora dos tribunais. Já o CEO da Google, Eric Schmidt, tem declarado nas suas entrevistas que o caso depende de “negociações táticas” para se solucionado.
“Essa lei (a DMCA) nunca deveria ser quebrada, achamos que a Viacom irá chegar a mesma conclusão.”, completa Kwun. O próximo round será julgamento na corte de Manhattan dirigido pelo juiz Louis Stanton, no dia 27 de julho.
Quem levará a melhor?

Diego Cox é Editor do Blog Reflexões Digitais e Analista de Produtos da Globo.com

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Enquanto a Yahoo! erra a Google acerta

Depois do anúncio dos balanços financeiros da Yahoo! e Google, semana passada, muitos analistas tentam explicar o enorme contraste entre as duas maiores empresas de busca do mercado.
A Yahoo! obteve um faturamento de 1,67 bilhão de dólares, menos que a metade do faturamento da Google que atingiu os 3,66 bilhões. Mais uma vez a Google superou as expectativas de Wall Street reacendendo a dúvida de até quando o CEO da Yahoo!, Terry Semel, permanecerá liderando a empresa.
Esse resultado demonstra a distância entre as duas empresas, há dois anos o panorama era totalmente diferente: Ambas as empresas possuíam uma receita similar, a luta era para dominar o mercado da Internet e o mercado duvidava que uma empresa desorganizada como a Google aparentava ser, pudesse competir com uma Yahoo! dirigida por Terry Semel, um experiente executivo da industria do entretenimento que imprimiu suas mãos na cobiçada calcada da fama de Hollywood.
“A Google tem um carro de corrida. A Yahoo! um carro de passeio. A equipe da Google está sempre aprimorando seus algoritmos, não vejo nenhum caminho para a Yahoo! reduzir esse abismo rapidamente.”, declarou Stephen Arnold o autor de “The Google Legacy (O Legado da Google)”.
Então, o que houve? Uma série de fatores e decisões pessoais, dos executivos da empresa, influenciaram diretamente na disparada da Google. Muitos especialistas crêem que a maior influência para tudo que está acontecendo é: Uma aposta inteligente em publicidade e tecnologia feita pelo pessoal da Google contra uma aposta mal feita por um império da mídia que foi realizada fora dos escritórios da Yahoo!, em Santa Mônica, Califórnia, e perto da indústria de entretenimento, longe demais da Vale do Silício para garantir uma unidade nas intenções e objetivos do produto.
Segundo John Battele, autor do livro “The Search (A Busca)” e grande conhecedor da Google, a Yahoo! não se preocupou com algumas áreas chaves nos últimos anos. “Eles não revisaram e atualizaram. Pensaram que a aquisição da Overture iria resolver todos os problemas da empresa, assim falharam em implantar uma experiência de qualidade para seus usuários e anunciantes. Agora temos a consciência que isso foi um erro, além de estar provado que foi um erro de alto custo”.
Do outro lado, a Google reconheceu o potencial dos anúncios pagos por cliques cedo e implementou a tecnologia para utilizar em todas as suas ferramentas e sites de terceiros espalhados por toda a internet, além de apostar pesado na busca como meio de organizar toda a web. Os americanos realizaram 6,9 bilhões de buscas em Fevereiro e algo próximo da metade foi realizada no site da Google, segundo dados da ComScore. A Google domina o mercado de busca com 48,3% da audiência, a Yahoo! atinge 25,5% do internautas, uma pesquisa recente da Nielsen/NetRatings aponta que essa diferença chegará, até o final do ano, em 55,8% para a Google contra 20,7% da Yahoo!
As ações da Google estão cada vez mais bem cotadas, no último ano houve uma valorização de 6,1%, enquanto os papeis da Yahoo! caíram 0,6% e os da Microsoft 1.1%, como demonstram os números divulgados pela ComScore.
Não foi somente a demora da Yahoo! em reconhecer a importância da busca para os internautas – algo que parece óbvio para muitos analistas –, mas sim a falta de habilidade em transformar buscas em dólares. Até o lançamento do novo sistema de gerenciamento publicitário, o Panamá, em Fevereiro desse ano os anúncios veiculados na Yahoo! eram classificados pela relevância e não pelo valor pago pelo anunciante.
Assim a Google lidera o mercado de publicidade em busca atraindo um grande número de anunciantes que utilizam seu sistema, o AdWords. O AdSense, sistema que permite aos editores de sites ganharem dinheiro com anúncios contextuais vendidos pela Google, criou outra fonte de receita para a empresa de Moutain View.
Como a Google e a Yahoo! chegaram até aqui?
A Yahoo! foi fundada em 1995, três anos antes da Google, quando foi lançada seu diretório era alimentado por esforço humano. A Google sempre indexou suas páginas através de spiders e crawlers. Difícil de acreditar, mas a Yahoo! investiu na Google e utilizou seu sistema de busca para melhorar os resultados nas paginas da Yahoo! até o inicio de 2004 quando começou a utilizar sua própria ferramenta de busca.
Os fundadores da Google, Larry Page e Serger Brin, não tinha certeza do modelo de negócios que utilizariam quando criaram a empresa. Depois de conhecerem e negociarem com a Overture – primeiro sistema de anúncios em resultados de busca – em 2001 a Google lançou seu próprio sistema de publicidade paga por clique no inicio de 2002. A Overture até acusou a Google de infringir sua patente, mas foi tarde, pois a Google também patenteou seu sistema, a Yahoo! comprou a Overture em 2003.
Com exceção de um quadrimestre em 2003, a receita da Yahoo sempre superou a da Google, em 2005 isso mudou, a Google obteve uma receita de 1,26 bilhões de dólares contra 1.17 bilhões da Yahoo! no período, a partir daí o abismo entre as duas gigantes apenas aumentou.

Apesar de parecidas, ambas as empresas sempre tiveram diferenças culturais, comerciais e conceituais bem definidas. A Yahoo! apostou na sua experiência, a Google na inovação. Terry Semel na sua prepotência acreditou que a Google era apenas mais um “buzz” do mercado e logo cairia no esquecimento, errou. Esse erro poderá custar seu emprego, reputação e o futuro da Yahoo!

Diego Cox é Editor do Blog Reflexões Digitais e Analista de Produtos da Globo.com

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Diego Cox no Undergoogle!

Para reforçar ainda mais o time, anuncio a chegada de Diego Cox, publicitário e profissional do setor de Internet desde 1996, atuou em diversas empresas como Montreal Informática, Cadê?, 2Tag e Ability. Atualmente trabalha na Globo.com e escreve para os sites Webinsider e MeioBit além de manter seu blog pessoal sobre tecnologia, o Reflexões Digitais.

O Diego entra para dar mais fôlego ao time e enriquecer as notícias, além de ajudar numa reelaboração do conteúdo e forma de levar notícias aos nosso queridos leitores.

Enquanto editamos o primeiro artigo, que deve ir ao ar manhã, dê uma olhadinha no trabalho do Diego em seu blog.

E as novidades não param não!

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