O Google anuncia detalhes do ADC2

android_brancoO Google anunciou detalhes do segundo Android Developer Challenge (ADC), no Google I/O que ocorreu na semana passada (dias 27 e 28) em São Francisco. O novo ADC resultará em 30 aplicações vencedoras que irão receber uma quantia de quase US$ 2 Milhões.

Desta vez os vencedores serão divididos em 10 categorias (conheça essas categorias aqui) e os próprios usuários do Android Market vão ter a oportunidade para testar e votar nas suas aplicações favoritas em todas as rodadas da competição.

No final, o primeiro, segundo e terceiro lugar em cada categoria serão vencedores de US$100 mil, US$50 mil e US$ 25 mil (respectivamente).

Haverá também um último sorteio com as 3 aplicações “globais” mais votadas. O primeiro lugar irá receber um adicional de US$ 150 mil, enquanto o segundo US$ 50 mil e o terceiro lugar US$ 25 mil.

Para concorrer, todos os aplicativos enviados devem ser compativeis com o Android 1.5 e está em Inglês. É permitido o aplicativo concorrer em somente uma categoria. Mais detalhes sobre os termos do concurso serão disponibilizados em breve (provavelmente no dia 1 de Junho).
Acompanhe a linha do tempo do ADC2:

  • 27 de Maio –  Anuncio do ADC2 no Google I/O.
  • Junho: Termos e condições disponiveis em Google Code.
  • Inicio de Agosto: Aberto o período de envio dos aplicativos, chegou a hora de enviar seu super projeto!
  • Aproximadamente 2 semanas depois: fim do período de envio das aplicações; E inicio das votações dos usuários do Android Market.
  • Metade de Outubro: Fim da primeira fase da votação.
  • Metade de Novembro: Fim da última fase e anuncio dos grandes vencedores.
Mais informações sobre o concurso podem ser encontradas no android.com ou no Google Code. Vale lembrar que no primeiro ADC um brasileiro estava entre os vencedores. Dessa vez, apesar do valor dos prêmios serem menores, serve como incentivo a possível chegada do Android oficialmente aqui no Brasil ainda esse ano.

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Visita ao Googleplex Sydney

Antes de  voltar a postar notícias sobre a Gigante das Buscas, gostaria de postar sobre a visita que o leitor/amigo Felipe Spina fez ao GooglePlex Sydney, mais um paraíso do Google, dentre os vários espalhados pelo mundo.

Segue o relato que o Felipe fez para o blog:

O engenheiro Alex North me mostrou o escritório que tem 2 andares, no primeiro fica a parte das salas de reuniões com uma copa e uma cozinha. No outro ficam os desenvolvedores, engenheiros. Bem legal o ambiente de trabalho, a galera bem a vontade, a maioria vai trabalhar de bicicleta, tem até redes de tirar uma soneca. Reparei que na cozinha eles usam muito produtos e incentivam a reciclagem, sem contar a bela vista privilegiada da Darling Harbour.

A estrutura lembra muito a do GooglePlex Brasil e do padrão dos escritórios ao redor do mundo, baias cheias de brinquedos, paredes com Logos do Google e um Pub, com vários “brinquedos” e vários tipos de doces e bebidas.

Confira algumas imagens:

Veja mais no Flickr

Caso você tenha feito visita a algum escritório do Google espalhado pelo mundo, entre em contato conosco!

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Blogger – As Vantagens do Patinho Feio Mais Popular de Todos

O Blogger (ou Blogspot) é uma das plataformas de blog mais populares do mundo. No entanto, ele é o patinho feio dessas mesmas plataformas, por duas razões.

Primeiro, porque ele é o patinho feio dos serviços Google. A empresa não dá a ele a mesma atenção e investimento que dá a outros serviços, como Gmail, Adwords e Adsense. Não existe um grande cuidado com as funcionalidades e o funcionamento do serviço, nem com a utilização dele.

Como consequência disso, o Blogger se tornou um lugar onde os spammers e os plagiadores tem via livre para fazer o que bem entenderem. O que nos leva à segunda razão para que ele seja o patinho feio das plataformas de blogs: o Blogger é visto como um lugar onde somente existem blogs ilegais, spammers e coisas do gênero.

Além disso, o Blogger é desprezado porque não oferece as mesmas ferramentas e funcionalidades do WordPress.

Apesar disso tudo, ele continua sendo uma das plataformas mais populares. Porquê?

Porque o Blogger, se for bem usado, é um excelente lugar para quem está começando a blogar. Ele não oferece as mesmas possibilidades que o WordPress, mas tampouco a mesma complexidade; é bem mais simples criar, customizar e manter um blog no Blogger, do que fazer o mesmo usando WordPress.

E aqui devo fazer uma distinção: existem dois tipos de WordPress. Um, é o WordPress.com, que é uma plataforma de publicação semelhante ao Blogger; você se cadastra lá e cria seu blog em um endereço do tipo seublog.wordpress.com. O Blogger é melhor que esse tipo de WordPress, pois oferece muito mais opções de customização; desde layout até inserção de anúncios.

O outro tipo de WordPress é o “hosted”, que você instala no seu servidor. Este WordPress é o que oferece bem mais funcionalidades que o Blogger, mas também é bem mais complexo, tanto na instalação como na manutenção.

Algumas das Vantagens do Blogger

  • É grátis;
  • Você cria seu blog em 3 passos simples;
  • Não é necessário se preocupar com excesso de banda ou de uso de servidor;
  • A curva de aprendizado para utilizar o sistema é pequena;
  • Sistema de widgets, que permite administrar facilmente os elementos do blog (sidebar, cabeçalho, rodapé);
  • Ele permite que você receba por email todos os seus posts e comentários;
  • Ao contrário do WordPress.com, ele permite livre customização do layout e inserção de anúncios publicitários.

Novas Funcionalidades e Melhorias

Apesar de ainda não receber os mesmos cuidados que outros serviços Google, de uns tempos para cá o Blogger está sendo constantemente melhorado, com novas funcionalidades adicionadas. Algumas delas são:

  • Categorias (por incrível que pareça, elas apareceram recém em 2006);
  • Possibilidade de adicionar um domínio próprio;
  • A opção de baixar o blog em formato XML, o que facilita o backup e a migração do blog;
  • Comentários inline (na mesma página do post);
  • Anúncios Adsense dentro do post;
  • Integração com o Feedburner;
  • Integração com Google Docs e Google Gadgets;
  • Integração com o Picasa;
  • Possibilidade de agendar posts para publicação futura.

Essas não são listas exaustivas, existem muitas outras funcionalidades; mas seria impossível listá-las todas aqui. Além disso, há centenas de layouts diferentes disponíveis na web, para customizar facilmente o visual do seu blog.

O Que Ainda Falta

Uma das grandes ausências na lista de funcionalidades, são os trackbacks e pingbacks. Infelizmente, não há previsão de que eles sejam adicionados ao Blogger.

Também seria bacana contar com a facilidade dos plugins, mas devido ás limitações do sistema usado pelo Blogger (XHTML), não creio que veremos algo assim tão cedo.

No entanto, existem vários hacks que podem ser usados; e embora eles não sejam tão práticos e simples como os plugins, suprem várias carências nessa área. A comunidade de usuários e desenvolvedores do Blogger é bastante ativa (até mesmo mais ativa do que o próprio time do Blogger) e está constantemente criando e disponibilizando novos hacks, tutoriais e widgets.

Uma Visão Equilibrada

Muita gente acha que o Blogger é uma bela porcaria, uma terra de ninguém, uma ferramenta inútil. Outros gostam tanto dele que acham que ele é a melhor plataforma de blogs ever, que ele é perfeito e não fica a dever nada ao WordPress.

As duas coisas são exageros. O Blogger tem vantagens e desvantagens, fortalezas e fraquezas, qualidades e defeitos. Encarando a questão com realismo e equilíbrio, você verá que a utilidade dele depende de seus objetivos, de suas expectativas e de seu conhecimento.

E sem dúvida, para quem está começando, o Blogger é a melhor opção. Em qualquer dos casos, depende de você: basta saber usá-lo.

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Google é a nova Microsoft?

Sou um observador atento do mundo da tecnologia. Acompanho os passos de muitas empresas por longos anos. Uma delas é a Microsoft. A outra é a Google. Lembro-me que a empresa de Bill Gates foi processada pelo governo dos EUA por possíveis práticas anti-competitivas pois adicionava seu navegador, o Internet Explorer, nas cópias vendidas do Windows. O prejudicado da vez era a Netscape.

Várias outras histórias envolvendo a gigante de Redmond e sua ânsia para dominar um mercado podem ser enumeradas. Uma delas é, pelo menos no Brasil, o surgimento do mensageiro MSN que acabou com o então líder de mercado ICQ. Outra é a imposição de sua suíte Office que acabou por praticamente tirar do mercado o Wordperfect.

Em todos esses casos, a Microsoft, ao ver uma oportunidade de negócios, resolveu criar um produto concorrente. Com todo o dinheiro que tinha em caixa, conseguiu dominar vários mercados. De simples fabricante de um sistema operacional – o DOS – a Microsoft entrou em vários outros nichos e, com métodos muitas vezes duvidosos atropelou quem estava na frente.

Dito isso, chegamos à Google. Só nos últimos dias, várias coisas me fizeram pensar que talvez eles sejam a nova Microsoft. Lançaram o vídeo chat integrado ao Gtalk. Claro, uma evolução que faz sentido. Mas, não seria isso uma ameaça ao Skype? Além disso, para que o sistema de vídeo funcione dentro do browser, é necessário instalar um plugin com capacidade de exibição de conteúdo multimídia. Não seria isso uma ameaça ao Adobe Flash?

Vamos agora pensar no Google Docs. Ok, ameaça à Microsoft… Não… não… Olha que interessante. Na semana passada o Google Pack, aquele conjunto de softwares de terceiros que o mecanismo de busca recomenda você baixar e instalar teve um software retirado.  Adivinhem? Sun StarOffice, ou seja, concorrente do Docs… Com o lançamento do navegador Chrome recentemente, será que o Firefox será substituído no Google Pack?

Bom, essas são algumas das observações recentes do comportamento da gigante de buscas. De formas diversas da Microsoft, a Google vai mostrando suas garras. Ambas tentam ao seu modo dominar o mundo. Só espero que lá em Montain View continuem seguindo o velho mantra “Don’t be Evil”.

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Você bem informado com o Google

O Google já é muito mais do que um nome. Trata-se de uma grande empresa, mas também de um celeiro fantástico de novidades e ferramentas úteis para a sociedade do conhecimento e da informação. Muitas vezes de graça, a empresa leva ao internauta a possibilidade de expandir seu horizonte cultural, ao mesmo tempo em que mantém firme sua marca.

A relação entre usuários dos serviços do Google e sua administração pode ser facilmente compreendida através das inúmeras alterações e inovações trazidas à internet, nitidamente surgidas e implementadas a partir de incentivos e opiniões de visitantes mundo afora. Não sei se foi esse o caso do Google Notícias.

A mídia tradicional escreve muito e escreve muito bem. A midia online também tem ótimos textos, opiniões e apuração de fatos. Como acompanhar tanto material, de forma organizada, simples e customizável? Assinar conteúdo através de RSS (Realy Simple Sindication) é uma boa saída, mas ainda assim deixamos de fora notícias relevantes. O Google Notícias amarra diversas seções em um grande jornal online, mas referenciando notícias de diferentes periódicos e momentos históricos.

Tudo muito facilmente customizável e gerenciável pelo usuário. Quantas notícias sobre esporte você quer ver ao entrar lá? Prefere que as notícias de economia e negócios apareçam primeiro? Ou será que o mais interessante é mesmo pesquisar as notícias por palavra e/ou assunto? As notícias veiculadas nos portais e jornais são rapidamente associadas à home do Google Notícias, o que garante informação a toda hora, minuto ou segundo.

Há também a possibilidade de se usar o alerta de notícias, um aplicativo do Google que monitora as notícias de acordo com palavras-chave desejadas e monta um e-mail com as principais referências do dia ou da semana. Assim, se você quer saber tudo sobre a fusão entre Itaú e Unibanco, basta digitar as palavras-chave Itaú e Unibanco e escolher a frequência de entrega do material em seu e-mail (diário ou semanal). Fácil e prático, não?

Você também pode usufruir das facilidades na navegação e pesquisas de notícias a partir de seu celular ou smartphone. Particularmente, acho esta neurose um exagero, mas conheço muita gente que já acessa diariamente o endereço http://mobile.google.com.br/ direto do smartphone para ter a notícia em primeiríssima mão. Como dizem, pode ser “uma mão na roda”.

O artigo é mesmo um grande obrigado ao Google, um intenso puxa-saquismo. Simplesmente porque os serviços aqui comentados facilitam, e muito, a tarefa de encontrar e usar referências para os textos do Dinheirama. O Google Notícias trouxe as redações dos jornais para a tela do meu computador. Certo, exageros à parte, visitar um endereço é muito mais fácil que ficar caçando notícias em portais e sites por ai. Né? Idéia óbvia, simples, mas brilhantemente executada. Obrigado Google! 

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Don’t be evil, read your mind!

O tão esperado browser do Google foi lançado há pouco tempo atrás prometendo muitos recursos, muitas novidades e muito marketing por trás de uma marca que visa a todo custo alavancar cada vez mais todo o seu poderio com ferramentas e serviços exclusivamente voltados para a web, tais como mídias online, redes sociais e comunicação interativa.

Sabiamente o Google conseguiu dominar grande parte de nossas necessidades diárias para com a internet de forma que nossa dependência com seus produtos é tanta que fica quase impossível não usufruir de algum de suas dezenas de serviços disponíveis.

A dúvida é a seguinte: como o Google conseguiu abocanhar o maior pedaço da web de forma tão rápida e ao mesmo tempo tão competente?!

Teoria da conspiração é o que não falta nestas horas! As notícias e os boatos caminham lado-a-lado, sendo quase impossível distinguir a linha tênue que os separam. Para nós que estudamos o comportamento do Google sabemos muito bem que qualquer projeto que a empresa desenvolve têm base diretamente nas keywords digitadas em seu mecanismo de buscas.

A partir daí, a gigante de Mountain View conseguiu criar uma mega rede de informações anexada a um imenso banco de dados contendo o perfil completo de todos os usuários de seu complexo sistema. Foi assim que se transformou no maior especialista em desenvolvimento de ferramentas online, tais como Gmail, Orkut, GTalk, GDocs, Greader, AdManager e Analytics. É assim que os rentáveis Adwords e Adsense funcionam a todo vapor! E foi para ajudar ainda mais no processamento e na atualização destas constantes informações que o Chrome foi lançado.


Mas como é o funcionamento do browser que deseja competir de igual para igual com o Firefox, Internet Explorer e Opera?!

Usei o Chrome durante 24 horas em modo hard-user com o objetivo de analisar cada detalhe sobre suas características, nas quais estão descritas abaixo:

  • Eu não sei por que existe a tal da instalação semi-automática. Primeiro é necessário baixar um arquivo instalador, para depois este mesmo arquivo fazer o download do navegador. É muito tempo perdido para algo relativamente simples.
  • Browser turbinado?! Foram detectadas diversas melhorias embutidas no navegador, sendo descartada a instalação de alguns plugins para que este funcione com uma velocidade de processamento razoável. O problema é que estas extensões parecem cópias fiéis das disponíveis para Firefox.
  • Quando abrimos uma nova aba/guia gera-se thumbnails dos seus favoritos. Acredito que muitos usuários vão gostar, mas para mim é extremamente desnecessário, ainda mais que várias páginas são carregadas em segundo plano, aumentado o tráfego da rede. Xiitas dizem que esta também é uma forma camuflada de de enviar informação para o Google sem que o usuário perceba. Será?!
  • Sua navegabilidade é relativamente boa, mas ao mesmo tempo sua interface é muito confusa e nem um pouco intuitiva. Esta talvez seja uma falha gravíssima, ainda mais quando estamos falando sobre o todo poderoso Google, que sempre se preocupou com a simples simplicidade.
  • Navegação anônima: Quando este item estiver marcado, você poderá acessar determinada página e esta não será salva no histórico. Bom para quem gosta de acessar sites pornôs e/ou conteúdo impróprio para o local de trabalho. Detalhe: o anonimato só serve para o histórico da web e não para acessar a web num todo. Então, se você deseja fazer brincadeiras de mal gosto para alguém, lembre-se que seu IP continuará sendo exibido normalmente.
  • Atalho padronizado para aplicativos online é uma opção interessante, mas ao mesmo tempo desnecessária, uma vez que temos que abrir de qualquer jeito o navegador para acessar tais aplicativos. Pra mim isso é o mesmo que tirar leite de boi.
  • Navegação segura com controle anti-phishing, malware, adware e afins. Mais segurança e comodidade para a sua navegação em páginas que exigem segurança. Pelo menos algo útil para falar do Chrome. Aleluia!
  • Importação de dados e favoritos de qualquer navegador web. Se não me engano o Firefox e demais browsers já fazem isso, não é mesmo?!
  • Deseja que o Chrome use o Google como mecanismo de busca padrão?!” Sinceramente não sei onde os desenvolvedores queriam chegar com esta ironia. Uma das primeiras caixas de diálogo quando instalamos o browser só pode ser uma Pegadinha do Mallandro.
  • Por que os desenvolvedores criaram uma logomarca tão similar a do nostálgico Genius?! Será que os nerds de Mountain View sentem saudade da infância e dos óculos fundo-de-garrafa?!
  • Google Gears definitivamente não funciona. Exaustivas tentativas para não se chegar a lugar algum. O que era para ser algo integrado, não passou de um mero detalhe.

Enfim, como já dizia aquele ditado popular, com o lançamento do Chrome o Google juntou o útil ao agradável. Agora sim os mais xiitas podem se descabelar e gritar à vontade, pois a dominação do mundo é apenas uma questão de tempo, cara-pálida.

Ah! E quando a revolução Googleniana chegar, talvez seja necessário a criação de um complemento ao slogan Don’t be evil para melhor entendermos o real objetivo por trás dos mocinhos do Google. Quem sabe algo mais real como Don’t be evil, read your mind?!

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Google People

Eu descobri a missão da Google de maneira muito torta . Você sabe qual é? “Google’s mission is to organize the world’s information and make it universally accessible and useful.” Ou seja, vou catalogar tudo que existe no mundo e oferecer para você usar de maneira prática. A missão normalmente se confunde com o negócio de uma empresa. No caso da Google acho que missão e negócio não são o mesmo. 

A Google ganha dinheiro com publicidade. Grande parte de seu faturamento vem de publicidade. Publicidade não tem nada a ver com catalogar e disponibilizar a informação do mundo, não é? Bem, para atingir o objetivo de catalogar toda a informação do mundo o que você precisa? Pessoas ou Servidores? Precisa dos dois, mas mais do segundo do que do primeiro. Uma vez um servidor programado para fazer seu papel de navegar e catalogar, o ser humano se torna desnecessário. A máquina sabe fazer o seu papel direito, caso tenha sido programada corretamente.

Com tantos servidores, tanto dinheiro e tantas mentes brilhantes juntas, naturalmente boas idéiais começam a ser implementadas. Estas idéias viram “produtos” e/ou serviços. Orkut, Gmail, Google Apps… A maioria destes serviços são grátis. Os termos de uso, NUNCA, são lidos por nós, e lá você descobre o que pode ou não esperar da Google em relação ao serviço, mas isto não vem ao caso.

O importante é que todos os serviços da Google tem ótimas páginas de ajuda, porém na hora do desespero, pelo menos nós brasileiros, é muito melhor explicar para outro ser humano para pedir ajuda. A maioria dos usuários de computadores e dos serviços da Google aqui no Brasil são pouco íntimos de tecnologia e tem grande dificuldade para usar computador e internet. Eu já cansei de receber mensagens no meu blog de pessoas dizendo que a senha deles foi “hackeada”.

O que uma pessoa que tem sua conta violada faz? Meu primeiro instinto é tentar acionar alguém para bloquear imediatamente a conta. Para os serviços da Google o que você consegue é meia duzia de páginas e uns formulários para preencher. O urgente, neste tipo de atendimento, é apenas um termo. Dificilmente o seu formulário será lido no tempo que você gostaria que ele fosse.

Outra coisa que me incomoda é que se você preencher um destes formulários, a resposta que vem, no tempo que eles acham correto, é totalmente genérica e mais enervante do que as respostas com gerunido dos Callcenters. Eu acho pouco provável que a minha resposta foi automática. Creio que para escolher a melhor resposta padrão, um ser humano leu e determinou que a resposta seria a de número 213b-x90. Eu não quero uma resposta padrão.

Nos últimos anos notou-se que o consumo de informações em blogs cresceu muito. Atrás de blogs existem pessoas. Quando alguém manda um comentário para um artigo, pessoas respondem. Pessoas consomem informações de pessoas e não de máquinas/servidores. 

Se existe um produto que ainda não existe e que a Google deveria criar, este produto é o Google People. Google People seria um serviço onde pessoas ajudam outras pessoas a achar a resposta para suas dúvidas e soluções para seus problemas.  Por mais que a Google tenha um ótimo mecanismo de busca e consegue contextualizar as palavras chaves de uma busca, eu quero usar um serviço e tirar dúvidas e resolver meus problemas com uma pessoa. Pode ser um chat, pode ser por email, mas precisa ser com uma pessoa. O serviço via telefone pode até existir, e não me importo de pagar para ter este tipo de suporte.

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Gears, a nuvem e a mobilidade

Caro leitor, caso você esteja vivendo em Marte ou algum outro planeta qualquer no último ano, tenho uma notícia bombástica: os softwares que costumávamos instalar em nossos computadores migraram para a web! Estamos na era do “tudo online”: nossas agendas estão na web, nossos projetos, contatos, editores de documentos, fotos. Uma maravilha, já que podemos acessar tudo de qualquer computador, a qualquer hora, onde quer que estejamos. Isso tudo é a tão aclamada “nuvem”, orgulho dos entusiastas da tal “web 3.0” ou seja lá qual for seu nome. Não precisamos mais de programas, basta um terminal fixo ou móvel qualquer e uma conexão disponível.

Bem, aí é que está o problema… uma conexão disponível. Se queremos nossas informações em qualquer lugar, estamos à mercê das conexões móveis – ruins, lentas, inconsistentes. Pensando bem, as conexões físicas não são muito diferentes. Todo dia vejo gente reclamando de sua internet a cabo. E também tivemos o “apagão do Speedy” esse ano, lembram?

No meu caso, as coisas são um pouco piores. Sou uma profissional itinerante, faço homecare odontológico em idosos e portadores de necessidades especiais. Também me dedico à consultoria em mobilidade, cuidando de blog, podcast, dando palestras por todo o país, escrevendo em algumas revistas e comentando sobre tecnologia em uma rádio. Isso significa que igualmente preciso de meus dados quando estou viajando em ônibus ou aviões para que meu tempo gasto em deslocamentos seja produtivo.

Foi aí que entrou em cena minha dupla salvadora: Google Chrome e Google Gears.

Chrome, o novíssimo browser do Google, traz uma funcionalidade que vem muito a calhar na era da mobilidade: a possibilidade de transformar páginas da web em “mini-aplicativos” acessíveis a partir de atalhos em nossos computadores. E o Gears “salva” as informações contidas nesses “mini-aplicativos” para que sejam acessados de forma offline – inclusive em alguns OS de smartphones!

Um exemplo prático: gosto muito do gerenciador de tarefas Remember The Milk. É totalmente online, completo, poderoso, colaborativo e integra-se a uma pá de Vários serviços web, como Gmail, Twitter, entre outros.

Mas como acessar meus projetos durante uma viagem de avião, por exemplo? Ainda que eu esteja com uma página web aberta, se eu ficar offline não consigo transitar entre minhas abas e categorias.

Ao acessar o serviço no Chrome depois que se instala o Gears, eu tenho a opção de acessar tudo o que está armazenado na página. O Gears faz cópia em cache dos dados e, mesmo que você fique offline, poderá navegar sossegado entre seus itens:

Remember The Milk e Google Gears: opção de acesso aos dados offline

Imagine então o caso do Google Docs. Você está trabalhando num texto ou planilha, embarca e continua escrevendo mesmo offline. E, ao desembarcar, o Gears sincroniza tudo de volta para o servidor assim que você estiver conectado outra vez. O mesmo vale para o webmail do Gmail e uma série de outros serviços.

Claro que nem tudo é perfeito; uma série de dúvidas, principalmente no que diz respeito à privacidade, paira como um fantasma sobre a cabeça de muita gente. Mas se hoje dizemos que nossa vida está na “nuvem”, não seria exgero dizer que o serviço Gears e o browser Chrome são a ponte que nos levam ao céu…

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Por que o Gmail me impressiona tanto?

Simplesmente porque ele é o webmail mais modafoca de todos, sem dúvida alguma. E você duvida disso? Então vou mostrar algumas coisinhas, veja bem, poucas coisas, exemplos, provavelmente pensará como eu.

Primeiro de tudo, o cartão de entrada, espaço

Com certeza essa é a primeira coisa a ser citada. Um webmail que te oferece 7260MB HOJE de espaço, mereçe respeito. E falo HOJE, porque amanhã esse tamanho aumenta. Eu me lembro como se fosse ontem (snif… emoção mode=”on”), quando só tinha 1GB, depois passou pra 2.7GB. Agora esse modafoca quase triplicou. Absurdo. Graças ao grande Deus Google.

Melhor Killer SPAM que eu já vi

Eu NUNCA vi um webmail que possuisse um anti-spam tão modafoca quanto o do Gmail. Muito raramente aparece algum spam na minha caixa de entrada. E pouquíssimas vezes um email foi pra spam erroneamente.

Labels coloridos para agrupar emails

Isso eu achei sensacional. Você agrupar email por labels, beleza, isso é tranquilo, mas colorir, eu achei uma ótima idéia. Eu lembro que foi a partir dessa funcionalidade que passei a usar a versão em inglês, que era a única que tinha suporte.

Usar o Gtalk dentro do Gmail

Quando essa funcionalidade foi adicionada eu fiquei impressionado. Logo pensei “Os problemas dos modafocas que não conseguem entrar no Gtalk no trabalho se acabaram-se”. É um belo adianto. E pra mim, o melhor disso é ter o histórico das conversas dentro do Gmail, pois eu já precisei milhões de vezes algo que comentei no Gtalk e recorro ao Gmail.

Threads de Email

Isso revolucionou, muito, mas muito mesmo. Acabou aquela coisa de emails separados, que são respostas do primeiro email. Agora temos todos esses emails agrupados em threads. Muito mais organizado e de fácil uso. Perfeito.

Ajax e versão para conexões mais lentas

O Gmail é um grande webmail também pela sua rapidez, que é graças a utilização correta de Ajax. clicou está ali, pode viajar pela Thread sem recarregar a página, enfim, Um grande exemplo de uso de Ajax num projeto.

E o melhor, caso você não tenha uma conexão decente ou então possui um breoser bem modafoca, furreco, você pode optar pela versão mais leve, sem ajax e menor, tornando sua acessibilidade ainda maior.

Duas ou mais contas em uma só e mais

A opção de ter dois emails principais é fantástico. Você recebe na mesma “conta” emails dos dois cadastrados.

Por exemplo: Eu tenho meu email modafoca@gmail.com. Ele é meu principal, mas só que eu tenho um outro email, profissional o dulcetti@modafoca.com.br, que quero receber no Gmail, na mesma conta que a do email anterior, você consegue. Aí, quando você for mandar email, você escolhe qual é o remetente, qualquer um dos dois cadastrados.

Enfim…

Bom, existem muitos outros tópicos, pontos positivos dentro do Gmail, mas citei somente esses, porque senão o post não teria fim.

Mas nem tudo são flores

Algumas coisas que eu acho que poderiam ser melhoradas no Gmail. Quero ver se vocês concordam.

Busca modafoca

Eu não acho a busca do Gmail muito decente. Se eu busco por macarrao, os resultados são diferentes se eu buscar macarrão. Eu não gosto disso, pois às vezes não lembro se coloquei ou não acento, etc.

Labels poderiam ser como pastas

Gosto muito dos labels, mas na minha opinião eles deveriam trata-los como pasta. Se eu marco, não aparece mais na inbox.

Mas você pode arquivar os email ué

Sim, eu sei disso, mas mesmo assim acho que poderiam já ficar como pastas, já que não gosto de ter minha inbox com mais do que cinco itens, com isso, tenho que criar uma pasta e arquivar estes emails.

Anexar arquivos pode ser um parto

Tente anexar arquivos diferentes de imagens e textos. Algo como AI, TIFF, entre outras extensões. Sendo que as que citei são imagens, mas mesmo assim ele fica muito tempo pra anexar, meio que com medo de ter vírus.

Entendo a preocupação, mas creio que possa ter outra forma. E outra coisa que não me agrada é não poder anexar executáveis.

All Mails meio modafoca

Esse All Mails é legal, porém eu acho que poderiam existir divisões mais específicas, pois eu não acho legal ele me mostrar as mensagens que eu enviei, já que tenho o link para Sent Itens. E nem pros chats, já que tenho o link para tal. Mas enfim, blá blá blá.

Finalizada a parte de pontos fracos. Agora vamos a um extra que não sei se você conhece ou já testou.

A interface dele é meio feia.” – Relaxe, seu problemas se acabaram-se. Chegou o Google Redesigned modafoca

Bom, eu nem ligo pra interface do Gmail, pois acho muito funcional e intuitiva, além de leve e sem tantas frescuras. Algumas, tudo bem, mas não tantas. Mas se você é um daqueles, que precisam ter no seu webmail algo extremamente bizarro no visual, aquelas frescuras aqueles detalhes, fique tranquilo pois existe um add-on para o Firefox que deixa o Gmail mais fresco bonitinho.

Ah é? Qualé então?

O Google Redesigned, da Globex Design. Você pode ver mais informações dele ou então já instalar o add-on direto do site da Mozilla.

O que muda no visual do Gmail com ele?

Já deu pra ver que ficou diferente não é?

Logo quando você for entrar no Gmail, já vai perceber a diferença. Ele possui o fundo escuro, totalmente diferente do normal. Impacta bastante no início.

Ao logar, você vê também o carregamento e a mensagem de gmail mais leve para conexões lentas totalmente diferente, tanto em design quanto em posição. Mas ainda nem chegou na metade da mudança.

Sério? O que acontec… Caraaaamba. totalmente diferente. Bizarro!

Exatamente. Bem bizarro, diferente do normal. Às vezes assustador de início, pela escuridão que fica, mas admito que ficou num estilo agradável. Um pouco gay, mas aceitável.

Mas eu achei aceitável por pouco tempo. Em uma semana já estava mudando pra versão branca mesmo, simples, que acho mais clean e organizada. Mas vale a experiência, para ver o que o CSS pode fazer com o Gmail. Mas lógico, só funciona no Firefox. Nem pense nisso ficar desse jeito no IE 😉

Finalizando

Bom, fico por aqui e espero que tenha gostado dessa contribuição modafoca no UnderGoogle. E valew ae meu nobre Kanarski por ter feito o convite, fiquei até emocionado (snif).

Beijo na alcatra. Aquele abraço.

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Qual será o futuro das transcrições do Youtube?

Olá! Aqui é o Jonny Ken do Infopod e do Podcast Decodificando e estou aqui a convite do sr Fernando Kanarski nesse mês especial de convidados do Undergoogle para falar um pouco de reconhecimento de voz!

Não é novidade nenhuma que muitas empresas estão trabalhando em software para reconhecimento de voz, provavelmente desde a criação da primeira placa de som. Porém, somente nos últimos anos esse tipo de aplicação começou a aparecer na internet.

Sites como o Tunatic (reconhecimento de música) ou o Podzine (reconhecimento de voz em áudio e vídeo) surgiram, mas acabaram não despontando na rede. Alguém conhecia?

Em julho, aproveitando o gancho das eleições americanas, o Google entrou nesse mercado de reconhecimento de voz com um programa que transcreveu partes dos vídeos de discursos dos candidatos à presidência, e disponibilizou-os nos bancos de dados de buscas. Por causa disso, criou-se um burburinho sobre o que esse sistema poderá fazer  para revolucionar a internet daqui para frente.

Por isso, eu resolvi colocar a minha roupa de “Jonny Mercado” e mostrar como serão os próximos meses. Qualquer semelhança com fatos ou pessoas será mera coincidência. Veja djá!

Julho de 2008 – Google lança programa que transcreve parte dos discursos dos candidatos à presidência.

Junho de 2009–  Google anuncia que transcreveu 100% dos conteúdos do Youtube e dos principais podcasts americanos, aumentando estratosfericamente sua base de dados de busca.

Setembro de 2009 – Para terminar um processo com a RIA, a Google entra em um acordo e utiliza seu novo software para eliminar todos os vídeos sob direitos autorais. Gemidos da Cicarelli são transcritos para apagar todas as cópias do vídeo proibido.

Dezembro de 2009 – O novo algoritmo de transcrição do Google atinge 60% de acerto, ultrapassando a porcentagem do Google Translator!

Janeiro de 2010 – Google inclui uma caixa por busca utilizando a voz ao lado da caixa de busca tradicional, facilitando a vida de quem tem deficiência que dificultam a utilização do teclado. IBM, enfim, abre o código-fonte do Via Voice para tentar salvar o produto, já que ninguém pagará mais a facada que custa o software.

Junho de 2010 – No aniversário de 2 anos da ferramenta, o Google anuncia que a capacidade de acerto chega a 90%. São colocadas legendas em todos os vídeos e as transcrições dos áudios são liberadas.  Com isso, deficientes auditivos não dependerão mais de pessoas para transcrever os vídeos e áudios, e pessoas insatisfeitas com o formato de podcasts pararão de torrar a paciência da Garota sem fio.

Setembro de 2010 – CEO do Google fala em entrevista que o lançamento da ferramenta de transcrição via web foi um grande passo para a utilização em 100% de um computador nas nuvens. Fugita sai nas ruas com uma placa escrito “Eu já sabia!!”.

(créditos: Original da Foto do Fugita por Fore)

Novembro de 2010 – Primeiro caso de Google Bomb usando áudio acontece na internet.

Junho de 2018 – Google anuncia no aniversário de 10 anos do programa de transcrição que, enfim, conseguiu que o Translator acerte 70% das traduções! Com isso, as transcrições poderão ser feitas em  todas as línguas. Traduções e legendas simultâneas de áudio e vídeo acontecerão imediatamente, independentemente da presença de um intérprete.

Julho de 2018 – Primeiro caso de Buffer Overflow nos servidores de transcrição do Google ao tentar processar os 2 Terabytes do Podcast Código Livre edição 217!

Agosto de 2018 – Yahoo decreta falência no mercado de sistema de busca e, finalmente, a Microsoft consegue a fusão.

Dezembro de 2018 – Google desiste do projeto de transcrição de áudios e vídeos brasileiros, alegando que a moda de podcasts e vídeos miguxos da internet 5.0 trouxe uma infinidade de termos impossíveis de transcrever.

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Google Notebook: mais que um bloco de notas

A missão do Google é a de organizar as informações de todo o mundo e torná-las universalmente acessíveis e úteis. É uma tarefa audaciosa e complicada, mas isso não parece assustar a galera de Mountain View. Prova disso é que o Google, além de seu mecanismo de busca, tem outros serviços que são incrivelmente úteis e que correspondem à missão da empresa, como o Gmail, o Google Maps, o Google Calendar, o Google Reader e tantos outros. Porém, há um serviço da empresa que é pouco conhecido, mas que pode ser uma excelente ferramenta de organização de informações para quem precisa de agilidade em seu cotidiano: estou falando do Google Notebook (no Brasil, Google Notas).

A proposta do Google Notebook é a de ser um grande bloco de notas digital, com o diferencial de que você pode inserir, excluir, organizar, buscar e acessar suas informações de maneira rápida e sem complicação. Conforme mostra a imagem abaixo, a interface do serviço é extremamente simples: na caixa superior esquerda, você pode criar e acessar blocos de nota, além de usar a opção “Lixeira” para restaurar dados apagados. Na caixa logo abaixo, você conta com marcadores (ou tags) que podem te ajudar a encontrar determinadas informações. Na grande caixa que ocupa o restante da tela, você acessa os dados de cada bloco de notas criado.

O Google Notebook se mostra tão simples e tão eficiente quando busco determinados dados guardados nele que passei a usar o serviço com freqüência. Hoje, o considero tão importante quanto o Gmail (ok, talvez nem tanto). Ao longo do tempo, eu fui criando vários blocos de notas: um para a minha lista de livros a comprar, um com os números de telefone que mais uso, um para letras de músicas, um para listar os objetos que emprestei, um com modelos de textos que utilizo com regularidade, um com dados sobre pontos turísticos que visitei ou pretendo visitar, entre vários outros. Sem perceber, montei um banco de dados on-line que centraliza em um único lugar boa parte das informações que me são relevantes.

Apesar de ser um serviço simples, o Google Notebook conta com recursos satisfatórios de organização. Além de poder criar vários blocos de notas, você também pode criar seções dentro de cada um. Por exemplo, no bloco de notas “Livros a comprar” que eu criei, há várias seções que, na verdade, formam categorias para os livros: Científicos, Terror, Computação, Idiomas, etc. E sabe como criar uma seção? É simples: toda vez que você acessa um bloco de notas, o serviço disponibiliza um campo onde é possível inserir mais dados. No canto direito desse campo há um link de nome “seção” (ou equivalente). Clique nele, insira um nome e – veja só! – você já tem uma categoria criada dentro do seu bloco de notas. Fácil, não?

O Google Notebook também tem opções de compartilhamento. Você pode compartilhar os blocos de notas que quiser com amigos, de forma que eles possam visualizar e alterar o conteúdo ali existente. Para isso, basta que eles tenham uma conta no Google. É um recurso muito útil, por exemplo, para distribuir notas de aulas ou pesquisas de trabalhos acadêmicos com seus colegas de classe.

Também é possível tornar um bloco de notas público. Assim, qualquer pessoa pode acessá-lo na internet, mesmo que não tenha uma conta no Google, como se fosse uma simples página da Web. É possível ver um exemplo aqui. Para acessar essas funções de compartilhamento, basta clicar em “Opções de compartilhamento” na barra de títulos do bloco de notas ou no link “Compartilhar”, no final deste. Também é possível exportar blocos de notas para o Google Docs ou mesmo criar um feed no formato Atom. Bacana, né?

Se você quiser ter mais agilidade com o Google Notebook, pode instalar nos navegadores Internet Explorer e Firefox uma extensão que permite acessar e registrar notas no serviço sem necessidade de abrir uma página para isso (o Google pretende lançar extensões para outros navegadores também, ao menos é o que a empresa diz). A extensão exibe uma pequena janela na parte inferior do navegador que te dá acesso às funcionalidades mais importantes. Além disso, conta com um botão chamado “Clipe” que copia para o Google Notebook o trecho de uma página qualquer que você tiver selecionado com o mouse ou o conteúdo de seu clipboard. E se tudo isso não for suficiente, você também pode acessar o Google Notebook através de um telefone celular.

Como é possível notar, o Google Notebook é um serviço simples, mas que pode ajudar – e muito – a organizar as informações que aparecem no nosso cotidiano. Todas aquelas notinhas que tinham como destino caderninhos, blocos de papel, arquivos TXT e pastas espalhadas em seu computador podem agora ser acessadas de maneira centralizada e organizada com o serviço. Até localizar a informação que você precisa se torna mais fácil: se não conseguir encontrá-la por tags ou consultando diretamente cada bloco de notas, você pode utilizar o mecanismo de busca existente dentro do próprio serviço.

Comecei a usar o Google Notebook tão logo o serviço foi disponibilizado ao público, em meados de 2006. No início, o experimentei apenas por curiosidade, assim como fiz (e faço) com outros produtos do Google. Mas, logo notei que eu poderia utilizá-lo para guardar e acessar aquelas informações que não são necessariamente importantes, mas que também não podem ser descartadas. Quando fui ver, já estava com uma base de dados pessoal on-line criada, conforme expliquei anteriormente. É por isso que decidi falar sobre o Google Notebook no convite que recebi para escrever no underGoogle. Experimente o serviço, talvez ele possa ser bastante útil a você também 😉

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Google Reader

A primeira vez que eu ouvi falar de FEED RSS foi conversando com o meu amigo Nick Ellis, na época, em meados de 2006, quando comecei a utilizar o leitor que ele havia indicado, e devo confessar que nem mesmo lembro o nome, alguns meses depois, em uma visita a sua casa, fui apresentada ao Google Reader, uma aplicação web com função de leitor de feeds (RSS) e devo admitir que a minha vida na internet mudou completamente.

Tendo uma participação ativa na internet desde 1998, o leitor de feed chegou para revolucionar, além de substituir com louvor os “FAVORITOS”, essa nova ferramenta, completamente inovadora ainda fez, pelo menos no meu caso, com que eu conhecesse mais blogs e sites e em parte interagisse com um número maior de internautas, praticamente diariamente, ou quando eles atualizam seus blogs, sites, flickrs, fotologs, etc.

O objetivo é não ter que utilizar o seu FAVORITOS, nem ter que ficar tentando lembrar os endereços de blogs/sites que você visitou e gostou, no Google Reader você pode adicionar a quantidade que quiser de blogs/sites, entre outros, e ver as atualizações em um só lugar.

Para iniciar a usá-lo é extremamente fácil, ainda mais se você já possui uma conta de e-mail GMAIL, basta ir em google.com/reader e se cadastrar utilizando a sua conta de e-mail e senha, o Google Reader possui uma interface simples e prática de navegar.

Para assinar o feed de um blog/site/flickr/fotolog, basta clicar no ícone laranja no canto direito onde foi digitado o endereço desejado (URL), ou dentro do layout do mesmo, mas lembre-se que muitos blogueiros modificam a cor do ícone de acordo com o layout do seu blog. Vale ressaltar que muitos blogs/sites, etc ainda não disponibilizam o RSS.

Após adicionar os endereços desejados, o usuário tem a opção de separá-los por categorias, adicionar tags, adicionar uma estrela aos seus posts favoritos que ficam separados na pasta “Itens com estrelas”, compartilhar os posts com os amigos cadastrados e ao compartilhar ainda adicionar notas (“Tweet”) contendo título/descrição e tags, classificar tudo em ordem alfabética ou de forma personalizada (drag/drop) de acordo com o seu gosto.

Vale lembrar que caso você já utilize outro leitor de feed, você pode importar a sua lista para o Google Reader.

Na minha visão, uma das vantagens é a forma simples como apresenta os posts, todos em uma só página, que contém uma barra de rolamento, ao descer a barra ele automaticamente assume que o post já foi lido, caso tenha passado por algum post que deseja ler mais tarde, você pode utilizar um tag ou simplesmente clicar na opção para mostrar o post como não sendo lido.

Clicando em “Tendências” você verifica suas estatísticas utilizando o Google Reader como: Total de inscrições, Itens lidos, Itens com estrela, Itens compartilhados, Itens enviados por e-mail, Tendências de Leituras (lidos, com estrela, compartilhados, itens enviados por e-mail, ler no celular), Tendências de Inscrições (atualizadas com freqüência, inativos, mais desconhecido).

Uma outra vantagem é o campo de busca no topo da página, com uma funcionalidade tremenda, bastando digitar a palavra que o resultado irá aparecer com posts atuais e antigos que contenham a palavra.

Na página principal, você ainda recebe recomendações de blogs para assinar. Se você for a configurações e clicar em “Pastas e Tags”, na linha onde está escrito “Seus itens compartilhados”, você tem a opção de “adicionar um clipe ao seu site”, ou seja, você poderá colocar um widget com os links dos posts compartilhados no sidebar/barra lateral do seu blog.

Já deu para perceber que eu sou fã do produto, até mesmo criei em um dos meus blogs a categoria “Meu Google Reader”.

Há outras versões do Google Reader, como para Nintendo Wii, que pode ser acessado através do endereço http://www.google.com/reader/wii, para iPhone que pode ser acessado através do endereço http://google.com/reader/i/ e para celular que pode ser acessado através do endereço http://www.google.com/reader/m.

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Obama, McCain e o Google In Quotes

Quando o Nando Kanarski me convidou para escrever um post no UnderGoogle, fiquei só imaginando qual assunto seria mais interessante dentro do universo de produtos que o Google nos oferece, afinal de contas a responsabilidade era bem grande, já que este é um dos meus blogs favoritos.

Uma aposta simples seria o meu atual favorito, o Google Earth para o iPhone, mas eu queria falar sobre um serviço do Google Labs, onde são criadas as novidades mais incríveis. E como estou envolvido em política por conta de alguns textos que tenho escrito para o Yahoo! Posts, escolhi o In Quotes, um serviço muito interessante que compara o pensamento de dois políticos de acordo com vários temas, com a opção de separar por ano.

Hoje é o dia das eleições nos Estados Unidos, e por isto, este é um post muito atual. Comparando os candidatos Barack Obama e John McCain, você pode escolher qualquer palavra como Iraque ou economia, por exemplo, e depois ler as citações e frases de cada candidato comparadas lado a lado.

Um exercício bem curioso é escolher palavras como Brasil (Brazil), por exemplo. Se eu fosse americano, votaria no Obama, mas ele só tem uma citação ao nosso país, enquanto McCain tem 7, incluindo uma em que ele defende a entrada do Brasil do G8, e outra na qual ele diz que vai retirar a tarifa de importação sobre a cana de açúcar brasileira.

Além da edição americana, o In Quotes tem algumas edições de países como Índia, Canadá e Reino Unido, e você também pode criar a sua própria edição personalizada no menu no topo direito da página, basta clicar a inicial do nome que o In Quotes te sugere alguns nomes. E embora ainda não exista uma versão dedicada ao Brasil, já temos personalidades bem conhecidas por lá, e você pode fazer uma comparação de frases entre o Hugo Chaves e o nosso presidente Lula!

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O Notebook, a Nuvem e o Outro lado

Olá pessoas, meu nome é Rafael Arcanjo e estou aqui abrindo a semana de convidados no UnderGoogle do meu amigo Nando Kanarski. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Muita gente acompanhou o ocorrido que relatei no arcanjo.org há alguns dias a questão do furto do meu notebook. Foi uma situação complicada que eu espero que ninguém passe por ela. E também, um pouco antes, eu comentei um artigo do UnderGoogle e critiquei a forma que estava sendo colocado o  conceito de Cloud Computing que o Google estava propondo.

Aqui, eu vou tentar unir os dois artigos, colocando o outro lado do assunto: Como eu teria menos prejuízo caso utilizasse alguns aplicativos Google e o conceito de Cloud Computing.

Primeiramente, na minha opinião, o conceito de Cloud Computing nada mais é do que uma velha mania de dar nomes novos aos antigos conceitos que já existiam ou inevitavelmente seria o caminho natual das coisas, como a Web 2.0 (e a tal Web 3.0 que já bradam por aí aos quatro cantos).

Quem tem notebook sabe que guardamos muita informação no portátil. E que um bom backup é essencial sempre, tanto dos arquivos quanto dos emails. Abaixo algumas soluções que poderiam diminuir (e alguns até diminuiram) o prejuízo lógico.

E-mail

Muita gente já usa o e-mail do Google, o famoso Gmail. Porém, em casos como o meu que precisa utilizar o domínio próprio, algumas pessoas utilizam o provedor de e-mail do serviço de hospedagem. Porém, alguns não sabem que dá para utilizar, gratuitamente, a tecnologia de e-mail do Google o seu domínio personalizado, bastando utilizar o Google Apps. Assim, todos os meus e-mails, mesmo que eu os baixe ou envie com um cliente offline de mensagens, como o Thunderbird ou o Outlook, terei uma cópia do mesmo online, aproveitando os quase 8GB hoje disponibilizados.

Além disto, os contatos também estarão sempre online e salvos.

Neste caso eu me salvei, pois meus e-mails são praticamente todos do Google.

Leia um artigo sobre o Google Apps aqui no Undergoogle

Agora, uma dica: quem não tem um e-mail com a tecnologia do Google, pode utilizar o método de encaminhar para uma conta criada especificamente para Backup ou então utilizar o serviço de Pop para outras contas no gmail em Configurações – Contas. Para saber mais, leia aqui.

A pergunta é: você confiaria todos os seus e-mails no Google, inclusive os não Gmail ?

Backup

O mesmo Gmail pode ser utilizado como disco virtual para Backup dos arquivos no seu computador, utilizando de uma extensão chamada Gmail Drive. Ela cria um disco virtual em seu computador, tipo um pendrive, onde você se loga e tem permissão para armazenar o que quiser.

Depois de armazenado, os arquivos ficam disponíveis em sua conta do gmail, podendo ser acessados de qualquer lugar e a qualquer hora.

Neste caso eu me estrepei. Não havia configurado esta opção. Porém agora (só aprendemos apanhando) um HD externo já está a caminho.

A pergunta é: você confiaria todos os seus arquivos no Google?

Fotos

O PicasaWeb cumpre bem o papel de manter todas as fotos online (com limitação de até 1GB na conta grátis. Nos planos pagos o espaço é bem volumoso). Além de tudo, se integra bem com o Picasa instalado no computador, descobrindo as fotos automaticamente e permitindo que você faça o Upload de forma imediata, diminuindo os riscos de perda de algo importante.

Neste caso eu dancei em partes. Não usava o PicasaWeb, mas outros serviços de armazenagem de fotos (flickr). Porém, não foram todas as fotos que eu subi, então…

Documentos

O Google Docs é uma boa opção para armazenamento dos documentos, porém ainda tem muito o que melhorar no que diz respeito aos concorrentes Offline, como o Office 2007, e na hora de preservar a fidelidade dos arquivos que fazemos o upload. Tirando isto, pode ser uma boa pedida na hora que se precisa recuperar aquela planilha que você demorou tempos para desenvolver.

A pergunta é: você confiaria todos os seus documentos no Google, inclusive aquela planilha contendo senhas?

Porque eu estou pergutando sobre a confiança que você tem no Google? Hoje em dia a gigante é muito obscura, ninguém sabe ao certo o que o Google pretende com este amplo domínio, inclusive agora entrando no mundo dos celulares com o Android.  Esta questão da privacidade eles dizem quem levam muito a sério, mas provar isto ninguém provou até hoje. Espero que levem a sério mesmo é o lema da empresa: Don’t Be Evil !

Enfim, creio que com estes tipos de arquivos a salvo, o prejuizo é bem menor. Porém, a solução mesmo seria o tão esperado Google Drive, que parece que subiu no telhado e até hoje não foi lançado. Imagino que ele seria tipo o Gmail Drive que eu comentei acima, porém sem a limitação de tamanho do arquivo. Resolveria parte dos problemas, dependendo do tamanho disponibilizado para as contas free e se o valor para as contas pagas não ser muito abusivo. Porém ainda continuo preferindo um Hd Externo.

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