Mais um passo para o Flash

Uma das primeiras coisas que me disseram quando comecei a aprender SEO foi :”o Google não gosta de Flash”. Por mais que o buscador não tenha preconceitos, é fato que o robô realmente não pode ler esse tipo de arquivos e interpretá-los por completo. Ainda hoje, passados anos, são longas as discussões sobre um dos formatos preferidos dos designers e o pesadelo de profissionais de otimização. Até mesmo no último Google Search Marketing o tema esteve presente em muitas das perguntas dos participantes.

Uma solução simples, ainda que limitada, é fazer dois sites: um em flash para os usuários e uma versão “amigável” para o robô. Mas convenhamos que isso não é uma solução, é, no máximo, um improviso. E mesmo resolvendo o problema da indexação, fica a impossibilidade de obter dados de acessos completos.

Pelo menos este segundo inconveniente parece ter sido resolvido. Como prometido, o Google e a Adobe uniram forças e o resultado é o anúncio do Google Analytics Tracking for Adobe Flash, uma solução que possibilita receber dados de acessos de arquivos em flash. O código de rastreamento do Analytics foi traduzido para a linguagem ActionScript 3, o que permitirá todas as funcionalidades que já existem na versão original.

Os exemplos citados no vídeo postado pelo blog do Google Analytics (em inglês) explicam muito bem como funcionará a ferramenta:

Não é novidade que as duas empresas estão trabalhando em conjunto há alguns meses para trazer avanços na “leitura” de arquivos em flash, mas esta nova ferramenta é o primeiro resultado “paupável”. Mesmo com o anúncio de indexação feito em junho pelos engenheiros do Google, usar texto puro continua sendo a melhor estratégia para garantir um bom posicionamento do site em mecanismos de busca. Poder ver números reais de acessos a um arquivo em flash no Analytics vai não só ajudar a analisar dados de campanhas, mas também testar os avanços do Google quanto à tão discutida questão do flash.

Ainda é cedo para comemorar, mas já podemos ter esperança de que um dia o robô poderá interpretar qualquer tipo de arquivo da página. Afinal, dá um aperto no coração ter que dispensar peças excelentes (que talvez causariam muito mais impacto no internauta) por causa do posicionamento.

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Google AdPlanner: ainda há muito por fazer

Há três meses o Google lançou o Google Adplanner. Eu corri para me inscrever e fiquei muito empolgada quando me aceitaram para usar a versão beta. Mas infelizmente, a minha impressão não foi tão boa. Achei que faltava mais utilidades na ferramenta, pois os recursos que me pareciam mais importantes ainda não estavam disponíveis no Brasil.

É claro que nem tudo é responsabilidade do Google, as métricas na internet brasileira ainda são muito prejudicadas pela falta de parâmetros quando o assunto é IPs, dados estatísticos ou localização geográfica, o que prejudica em cheio a proposta de targeting especializado do Google Adplanner.

Aqueles que já trabalham com o Adwords há algum tempo devem se lembrar de quando a expressão geotargeting era novidade. Eu pelo menos ficava pensando que bom seria poder segmentar minhas campanhas por regiões, como já acontecia no Estados Unidos. Passados alguns anos, hoje já é possível fazer isso, mas esbarramos em algumas limitações técnicas. Ou seja, já vemos uma luz no fim do túnel, mas ainda estamos atrás de outros lugares do planeta.

A mesma coisa acontece com o Adplanner. A idéia é muito boa, mas ainda faltam funcionalidades que nos ajudariam muito mais. É frustrante para um usuário ver opções inativas com a mensagem “ainda não disponível para a sua região”. Bem, pelo menos esse problema não temos mais, pois agora as opções para segmentar por gênero e idade nem aparecem (no início eles estavam lá, mas não funcionavam).

Já o sonho do geotargeting parece mais concreto. Testei esta semana e a ferramenta já apresenta os dados segmentados por estados e até por cidades medianas. Mas outras opções ainda parecem sonhos distantes. Quando mudamos a configuração da conta e selecionamos Estados Unidos como audiência, podemos ver todas as funções habilitadas, inclusive as segmentações por gênero, idade, grau de instrução e renda familiar. Como fariam funcionar isso no Brasil?

No final das contas, os dados hoje apresentados ajudam um pouco no nosso trabalho, mas não são tão determinantes. Para acrescentar, não confio muito nos números apresentados, pois além de serem arredondados, há valores que me fazem desconfiar – especialmente de sites aos quais tenho acesso aos dados do Google Analytics -, mas enfim, não posso confirmar o de todos para saber até que ponto estão corretos.

Eu resumiria dizendo que o Google AdPlanner veio para somar, mas não é imprescindível. Fica a esperança de um dia contar com dados mais profundos e confiáveis e a partir daí, saber exatamente onde estamos pisando quando planejamos uma campanha online no Brasil.

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As novidades do Google Analytics

Já tive a oportunidade de testar as novidades do Google Analytics. Entre elas estão: Segmentos avançados e relatórios personalizados. Realmente foi muito interessante testar estes novos recursos, que simplesmente pouparão meu tempo como Web Analytics, uma vez que é possível criar inúmeros relatórios personalizados, segmentar os dados e ainda comparar com datas anteriores.

As novidades estão disponíveis para alguns editores, inclusive na versão em português do Analytics. Após algumas horas de uso, já percebi a quantidade de informações que estes novos recursos conseguem agrupar e exibir de forma muito prática.

Segmentos avançados

O Playground dos Web Analytics começa pela possibilidade de Segmentar dados. Com ela é possível escolher, e exibir em todos os gráficos de estatísticas, dados escolhidos pelo usuário, como por exemplo visitas provenientes de palavras-chave ou de uma determinada URL, inclusive segmentada por um determinado parâmetro da URL. A interface é muito intuitiva, o usuário simplesmente arrasta os parâmetros desejados para as caixas disponíveis e pronto, sua segmentação está montada!

Após testar e salvar sua segmentação, é possível exibi-la nos gráficos e utilizar seus dados para comparar qualquer métrica do Analytics. Ainda há algumas segmentações pré definidas, que ajudam os analistas  menos experientes na hora de visualizar dados importantes de forma prática. É possível escolher 2 ou mais segmentações e comparar todos os dados nos gráficos e estatísticas.

Relatórios Personalizados

Através dos Relatórios personalizados, você pode agrupar vários dados do Analytics em uma única janela. Montando colunas com os dados que mais lhe interessam e comparando os dados que mais são importantes. Com um relatório personalizado, você ainda pode interagir com os Segmentos Avançados e comparação de data do Analytics, gerando relatórios completos e que certamente dariam muito trabalho para serem gerados sem esta funcionalidade.

Utilizando os recursos, você pode, por exemplo, definir uma segmentação para exibir resultados de referências orgânicas do Google e juntar com o Relatório personalizado que exibe Páginas vistas, Rejeições, Tempo no Site, Visitas e Taxa de Conversão, tudo dimensionado por hora do Dia. O resultado é a imagem abaixo, com um relatório cheio de detalhes e informações, agora dispostas de uma forma muito prática.

Infelizmente não consegui visualizar informações do Adsense, mas assim que tiver a oportunidade, bem como conseguir entender melhor todas as facilidades que os novos recursos podem proporcionar, volto a postar aqui.

Caso você já tenha acesso às novidades, veja aqui quais combinações válidas de relatórios são possíveis e veja mais informações sobre os Segmentos Avançados aqui.

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Video tutoriais sobre Google Analytics

Interessado em aprender como utilizar o Google Analytics para tirar melhor proveito de um site baseando-se mas estatísticas gerados por ele?

O pessoal do Google Analytics disponibilizou 2 vídeos muito interessantes, que mostram dicas e informação (do básica ao avançado) sobre o Analytics. Os vídeos estão em inglês.

Introdução e informações básicas

Outras Dicas

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